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Justiça manda MPE investigar Alan Porto por suposto uso da Educação em campanha

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A Justiça Eleitoral determinou que o Ministério Público Eleitoral (MPE) apure uma denúncia envolvendo o candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) e um possível uso da estrutura da Educação pública para fins eleitorais. A decisão é do juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá.

A denúncia foi apresentada por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, após a divulgação de um vídeo em que Alan Porto aparece em frente à Escola Municipal Nossa Senhora das Graças, em Comodoro, acompanhado de funcionárias da unidade. Segundo o termo de constatação citado no processo, o conteúdo foi publicado em perfil que identifica Porto como candidato.

Na decisão, o magistrado determinou o encaminhamento do caso ao MPE para uma investigação preliminar, especialmente para verificar a eventual participação de servidoras de uma unidade escolar pública na produção de conteúdo de natureza eleitoral.

O juiz destacou que cabe ao Ministério Público avaliar se existem elementos para adoção de alguma medida judicial. Ou seja, a determinação não significa que Alan Porto tenha sido condenado ou que uma irregularidade eleitoral já esteja comprovada. Neste momento, trata-se de uma apuração sobre os fatos registrados na denúncia.

Alan Porto comandou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) durante boa parte das duas gestões do ex-governador Mauro Mendes e deixou o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Agora, a atuação durante o período em que esteve à frente da pasta volta a ganhar repercussão no contexto eleitoral.

Caso o MPE encontre elementos que indiquem eventual prática irregular, poderá adotar as medidas cabíveis perante a Justiça Eleitoral. A denúncia, contudo, ainda está em fase inicial e qualquer responsabilização dependerá da apuração e de eventual processo.

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Mais um prefeito do PL abandona Wellington e declara apoio a Pivetta

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A candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso ganhou mais um obstáculo dentro da própria legenda. Mais um prefeito filiado ao PL decidiu contrariar a orientação partidária e declarou apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).

O movimento aumenta a lista de prefeitos do PL que optaram por apoiar Pivetta e expõe o desconforto existente dentro da legenda em torno da candidatura de Wellington. A direção estadual do partido já havia determinado a abertura de procedimentos contra gestores considerados “infiéis”, que decidiram apoiar outro candidato ao Palácio Paiaguás.

Entre os casos que já provocaram reação da direção do PL estão os das prefeitas Flávia Moretti, de Várzea Grande, e dos prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Os três declararam apoio a Pivetta, contrariando a candidatura oficial do partido.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou que os filiados que desejassem apoiar outro candidato deveriam se afastar da legenda ou seguir os procedimentos internos antes de anunciar publicamente a decisão. Segundo ele, haverá uma “depuração” no partido.

A nova declaração de apoio a Pivetta ocorre em um momento particularmente delicado para Wellington. O senador tenta consolidar sua candidatura ao Governo justamente com o respaldo da estrutura do PL e do eleitorado bolsonarista, enquanto Pivetta busca ampliar alianças e atrair lideranças municipais.

O cenário evidencia uma divisão entre a orientação da direção estadual do PL e parte dos prefeitos da legenda, que possuem influência direta sobre suas bases eleitorais. Para Pivetta, cada adesão representa a ampliação de sua rede política no interior e pode ter peso importante na disputa.

A movimentação também coloca Wellington diante do desafio de evitar que novas lideranças do partido migrem publicamente para a campanha adversária. Com a eleição se aproximando, o apoio de prefeitos e grupos políticos regionais tende a ganhar ainda mais importância na corrida pelo Palácio Paiaguás.

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