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PF faz operação contra abuso sexual infantojuvenil no Paraná

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Curitiba/PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25/11), a operação Olhos da Rede 8, com o objetivo de combater a exploração sexual de crianças e adolescentes e o compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil na Internet.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na região metropolitana de Curitiba, nos municípios de Fazenda Rio Grande, Colombo, Campo Largo e Rio Branco do Sul, em endereços relacionados a indivíduos envolvidos com o compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil na internet por meio de softwares de compartilhamento de arquivos, serviços de armazenamento de arquivos em nuvem e grupos de mensagens.

Foram apreendidos, ainda, diversos equipamentos utilizados pelos indivíduos investigados, que serão periciados para que as investigações tenham continuidade, em busca de informações relacionadas a prática de crimes ainda mais graves, como a produção de pornografia infantil e o estupro de vulnerável, bem como que possam auxiliar na identificação de abusadores sexuais e no resgate das crianças vítimas dos abusos.

Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou mesmo “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida nas vítimas desses crimes tão devastadores.

Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco.

É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.

Denuncie

A Polícia Federal conta com equipes especializadas na investigação de crimes relacionados ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Caso seja vítima ou tenha conhecimento de fatos desta natureza, não deixe de encaminhar sua denúncia pelos portais “Disque 100”, ComunicaPF ou SaferNet. Sua denúncia pode fazer a diferença na vida de muitas crianças.

Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná
Contato: (41) 3251-7809
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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Projeto que pune divulgação de imagens de vítimas de crimes e acidentes volta à Câmara

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei que criminaliza o registro e a divulgação não autorizada de imagens que identifiquem vítimas de crimes ou acidentes, assim como imagens de cadáveres.

O projeto (PL 1.242/2026), de autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), recebeu parecer favorável do senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Como o texto foi alterado no Senado, a matéria retornará à Câmara, onde teve origem, para nova análise.

A proposta altera o Código Civil para ampliar a proteção da honra e da imagem das vítimas. E também modifica o Código Penal para tipificar como crime a divulgação, sem justa causa, desse material.

O texto prevê exceções quando a divulgação for necessária para a Justiça, para atender a interesse público devidamente justificado ou quando houver o consentimento da vítima.

Além disso, a versão aprovada no Senado reduz a pena prevista na versão original do projeto para os crimes em questão. O texto que veio da Câmara previa reclusão de 1 a 3 anos, além de multa. O parecer de Marcelo Castro reduziu a pena para detenção de seis meses a dois anos, além de multa.

A previsão inicial é que essa matéria fosse votada pelo Plenário do Senado na quinta-feira (16), mas a votação foi antecipada em um dia pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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