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PF deflagra operação para investigar disseminação de doença em espécie ameaçada de extinção

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Salvador/BA. A Polícia Federal deflagra, na manhã desta quarta-feira (3/12), a Operação Blue Hope, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação sobre a disseminação de agente patogênico capaz de causar grave dano à fauna silvestre, atingindo a espécie Ararinha-Azul (Cyanopsitta spixii), criticamente ameaçada de extinção.

A apuração revelou indícios de que empresas e pessoas físicas ligadas ao programa de reintrodução da Ararinha-Azul, no município de Curaçá/BA, descumpriram protocolos sanitários obrigatórios, permitindo a introdução e propagação do circovírus aviário (PBFD), doença altamente contagiosa e sem tratamento, com potencial para comprometer a sobrevivência da espécie e afetar outras aves da Caatinga. Constatou-se, ainda, resistência às medidas emergenciais determinadas pelo ICMBio, como isolamento sanitário, testagem seriada e recolhimento de aves de vida livre.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Curaçá/BA e Brasília/DF, visando à apreensão de aves e dispositivos eletrônicos. As diligências foram autorizadas pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Juazeiro/BA.

Os investigados poderão responder pelos crimes de disseminação de doença capaz de causar dano à fauna, morte de animais da fauna silvestre e obstrução de fiscalização ambiental.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
WhatsApp: (71) 3319-6002
E-mail: cs.srba@pf.gov.br

Fonte: Polícia Federal

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CDH encerra semestre com mais de 100 propostas apreciadas

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A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), senadora Damares Alves (Republicanos-DF), apresentou nesta quarta-feira (15) um balanço das atividades do colegiado no primeiro semestre de 2026. 

Segundo a senadora, a comissão apreciou 108 das 121 matérias distribuídas no período, realizou 22 reuniões deliberativas, promoveu 31 audiências públicas e deliberou sobre 426 expedientes relacionados a denúncias de violações de direitos humanos. 

— Esta comissão virou uma central de recebimento de denúncias dos mais variados temas de violação de direitos humanos no Brasil — disse Damares. 

Leis, participação social e fiscalização 

Damares destacou a aprovação de projetos em votação final, de propostas que se transformaram em lei e de sugestões apresentadas por cidadãos por meio do Portal e-Cidadania, posteriormente convertidas em projetos de lei ou em indicações ao Poder Executivo. 

A senadora também ressaltou a atuação da comissão na realização de audiências públicas, diligências, avaliações de políticas públicas e debates sobre temas como violência contra crianças e mulheres, doenças raras, inclusão de pessoas com deficiência, direitos dos povos indígenas e quilombolas, trabalho infantil, desaparecimento de crianças e enfrentamento aos impactos sociais das apostas esportivas. 

Damares lembrou ainda a criação da subcomissão permanente para acompanhar a situação do povo ianomâmi, as diligências externas realizadas pela comissão e a interlocução com órgãos do Executivo. 

— Os ministérios estão vindo até nós, não há resistência do atual governo em participar das discussões da comissão. Aqui respeitamos o trabalho de todo profissional que está na ponta. Fiquei muito feliz com os números trazidos por esse relatório — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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