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PF deflagra operação de combate ao tráfico internacional de drogas

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Foz do Iguaçu/PR. Na manhã desta quinta-feira (3/7), a Polícia Federal deflagrou a Operação Specula, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas, especialmente maconha e cocaína.

Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, todos no município de Foz do Iguaçu/PR.

A investigação teve início em outubro de 2024, após a identificação de movimentações suspeitas em um galpão no bairro Parque da Lagoa, em Foz do Iguaçu, utilizado como entreposto para armazenamento e distribuição de entorpecentes. As drogas eram transportadas para diversos estados da federação, em caminhões com compartimentos ocultos, como fundos falsos e pneus, e, em algumas ocasiões, com o uso de cal hidratada para mascarar o odor.

Ao longo das investigações, foram realizadas cinco apreensões de drogas, totalizando 6.288 kg de maconha e 108 kg de cocaína, além da prisão em flagrante de quatro pessoas e da apreensão de dez veículos.

Em um dos episódios, o grupo utilizou um caminhão dos Correios para dissimular o transporte ilícito. Também foi identificado o uso de motoristas batedores, que percorriam o trajeto à frente dos veículos com drogas, repassando informações em tempo real sobre a presença de barreiras policiais.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR – CS/PF/Foz
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Canal para Denúncia: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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CMA rejeita emenda da Câmara para Fundo da Caatinga

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) rejeitou nesta terça-feira (12) a emenda da Câmara dos Deputados que autorizaria o Poder Executivo a criar o Fundo da Caatinga. Com isso, o Senado confirma o texto do PL 1.990/2024, que cria a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga, conforme  aprovado em dezembro de 2024 pelos senadores. A emenda da Câmara agora segue para o Plenário do Senado com parecer pela rejeição. Sendo ou não aprovada, vai à sanção presidencial. 

De acordo com a emenda rejeitada, o Fundo da Caatinga seria destinado ao financiamento de ações de prevenção, monitoramento e combate à desertificação e ao desmatamento dentro do bioma. Além disso, o texto da emenda previa que os recursos fossem aplicados na promoção da conservação, no uso sustentável e no manejo da região. Outro ponto era o investimento na recuperação e na revitalização de áreas que já se encontram degradadas.

Mas a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), foi contra a alteração. Apesar da intenção de viabilizar recursos para a nova política nacional, ela recomendou a rejeição da medida por considerar que ela contém vício de inconstitucionalidade e por não apresentar a estimativa necessária do impacto financeiro nos cofres públicos.

— Embora a intenção da emenda seja legítima — garantir o financiamento para um bioma que demanda uma atenção absolutamente urgente — o mecanismo escolhido não irá alcançar esse objetivo — afirmou a relatora.

Restauração do bioma

O projeto, da ex-senadora Janaína Farias (CE), foi aprovado no Senado há dois anos. O PL 1.990/2024 cria a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga, com o objetivo de promover ações coordenadas de restauração ecológica no bioma. O texto define quatro objetivos principais para a política a ser criada: incentivar a recuperação de áreas degradadas da Caatinga, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, contribuir para a segurança hídrica e estimular a bioeconomia.

Entre os instrumentos para alcançar esses objetivos estão previstas a capacitação de recursos humanos, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, a elaboração de planos de ação para prevenção ao desmatamento, combate à desertificação e recuperação da vegetação nativa, além do estímulo à adaptação a mudanças climáticas.

Entre os princípios estabelecidos pela política, destacam-se a sustentabilidade ambiental, a participação e o engajamento social, a conservação da biodiversidade e a integração de políticas setoriais. O texto também prevê a agregação do conhecimento científico e tradicional, a educação ambiental e a capacitação, bem como a avaliação contínua do progresso da recuperação vegetal e a cooperação entre os diferentes níveis de governo.

O projeto define como diretrizes da política de recuperação da Caatinga a promoção da atuação articulada entre União, estados, municípios e atores não governamentais e o incentivo às atividades extrativistas, agropecuárias e florestais sustentáveis na região.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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