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Mais um do PL “pula do barco” de Wellington e declara apoio à reeleição de Pivetta

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O palanque do senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) perdeu mais um nome importante do próprio partido. O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), oficializou publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mesmo reconhecendo que a decisão pode lhe render consequências políticas dentro da sigla.

Durante evento com Pivetta, na quinta-feira (27), Cláudio foi direto ao declarar que não seguirá o projeto eleitoral encabeçado por Wellington, candidato do PL ao Palácio Paiaguás.

“O meu candidato a governador é Otaviano Pivetta. Eu sei que vou pagar o preço, porque ele não faz parte do meu partido, mas os partidos existem para as pessoas. Não são as pessoas que existem para os partidos”, afirmou.

A declaração representa mais um racha dentro do PL de Mato Grosso. O prefeito de Rondonópolis se junta a outras lideranças da legenda que, mesmo filiadas ao partido, decidiram não subir no palanque de Wellington e passaram a declarar apoio ao principal adversário do senador na disputa pelo Governo.

Cláudio aproveitou o discurso para elogiar a trajetória política de Pivetta, destacando sua experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde, deputado estadual, vice-governador e, atualmente, governador. Para o prefeito, a convivência com a administração pública aumentou sua admiração pelo republicano.

“A experiência na vida pública me fez respeitar mais o senhor pelo grande vice-governador que o senhor foi e pelo governador que tem sido”, declarou, ao classificar Pivetta como um gestor “diligente, solícito” e sem vaidade.

O apoio de Cláudio chama atenção pelo peso político de Rondonópolis, um dos maiores colégios eleitorais de Mato Grosso, e reforça o movimento de dissidência dentro do PL. Enquanto Wellington tenta consolidar a candidatura oficial do partido, Pivetta segue atraindo para seu palanque lideranças que, embora estejam em siglas adversárias, têm decidido deixar o “barco” do senador para jogar no time da reeleição.

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Pedro Taques, Popó e Antero são multados por ataques contra Mauro Mendes

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A Justiça Eleitoral aplicou, nesta quinta-feira (27), multas que somam R$ 120 mil contra o jornalista Antero Paes de Barros, o blogueiro Popó Pinheiro e o advogado e ex-governador Pedro Taques, por publicações consideradas ofensivas contra o candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil). As decisões entenderam que os conteúdos ultrapassaram os limites da crítica política ao atribuírem a Mauro práticas criminosas sem comprovação.

No caso de Antero, responsável pelo portal PNB Online, a multa foi fixada em R$ 55 mil. O julgamento envolveu quatro impulsionamentos considerados irregulares e sete publicações classificadas como ilícitas, incluindo conteúdos que chamavam Mauro de “corrupto”, “caloteiro” e “ladrão de dinheiro público”, além de associações a organizações criminosas. Para a Justiça Eleitoral, há diferença entre noticiar investigações ou suspeitas e apresentar acusações como fatos já comprovados.

Já Popó Pinheiro foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil. O processo analisou publicações do quadro “Oi Mauro”, relacionadas, entre outros temas, ao acordo de R$ 308 milhões envolvendo a empresa Oi. A decisão também considerou conteúdos direcionados à primeira-dama e candidata a deputada federal Virginia Mendes, com a magistrada apontando que as postagens avançaram para ataques de caráter pessoal e familiar.

No caso de Pedro Taques, a nova condenação resultou em multa de R$ 15 mil, após análise de três publicações. Segundo a reportagem, o ex-governador já havia acumulado anteriormente R$ 70 mil em penalidades, chegando agora a R$ 85 mil. O relator do processo entendeu que as mensagens analisadas estabeleceram associação direta entre Mauro e práticas como roubo e favorecimento ilícito, extrapolando o direito à crítica e à fiscalização política.

As decisões reforçam o entendimento da Justiça Eleitoral de que críticas, denúncias e questionamentos fazem parte do debate político, mas a atribuição direta de crimes sem respaldo formal ou comprovação pode configurar propaganda eleitoral negativa irregular. Os julgamentos também chamaram atenção para o uso de impulsionamento pago para ampliar o alcance de conteúdos negativos contra adversários, prática vedada pela legislação eleitoral.

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