Opinião
O autocuidado começa muito antes do diagnóstico
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Quando outubro chega, as campanhas cor-de-rosa invadem as redes sociais, as empresas e as conversas. Falamos de prevenção, de diagnóstico precoce, de exames e de solidariedade. Mas será que estamos falando o suficiente sobre o cuidado antes da doença? Sobre as escolhas diárias que alimentam (ou enfraquecem) a nossa saúde física e emocional?
É incômodo pensar que muitas informações sobre hábitos que podem contribuir para o desenvolvimento do câncer só aparecem depois que o diagnóstico é feito. Por que as mulheres só descobrem, por exemplo, que não devem usar desodorantes antitranspirantes após a cirurgia? Por que só então se fala sobre o risco de metais pesados, flúor ou produtos industrializados? O silêncio sobre a prevenção verdadeira, aquela que começa no cotidiano, é uma omissão que custa caro.
Autocuidar-se é mais do que marcar consultas e exames. É escolher conscientemente o que colocamos no corpo, o que comemos, o que sentimos e até com quem convivemos. A ciência já demonstrou que as emoções interferem no funcionamento das nossas células. Afinal, somos feitos majoritariamente de água, e tudo o que pensamos e sentimos reverbera no organismo. Palavras, ambientes e pessoas podem ser alimento ou veneno.
Por isso, cuidar de si é também escolher ambientes que nutram, palavras que curem, rotinas que respeitem o ritmo do corpo. É entender que o corpo fala, sempre. Uma dor de cabeça, um desconforto, um cansaço fora do comum são sinais, não para serem silenciados com remédios rápidos, mas para serem escutados com atenção.
O Outubro Rosa não pode ser apenas um mês de lembrança. Precisa ser um convite permanente à consciência corporal. Que tal começar com gestos simples? Um escalda-pés, um banho demorado com óleos naturais, um toque mais atento durante o banho para reconhecer o próprio corpo, um momento de pausa para ouvir o coração, literalmente.
Corpo sem atenção é como bebê sem colo: adoece pela falta de cuidado. Que este Outubro Rosa nos lembre de nos dar mais colo, mais pausa e presença. Porque prevenção não é só diagnóstico precoce, é viver em harmonia com o próprio corpo antes que ele precise gritar por socorro.
Sonia Mazetto é gestora de potencial humano, terapeuta integrativa, fonoaudióloga palestrante.
Opinião
Comissão aprova inclusão de guardas municipais na Força Nacional de Segurança Pública
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5877/25, que permite a participação de integrantes das guardas municipais na Força Nacional de Segurança Pública (FNSP).
Atualmente, a tropa é composta principalmente por policiais civis, militares e bombeiros dos estados.
A proposta autoriza a União a firmar convênios diretamente com os municípios para que os guardas municipais atuem na Força Nacional.
O texto também permite a convocação de guardas municipais aposentados há menos de cinco anos para reforçar o efetivo em operações especiais.
Os guardas municipais que atuarem na Força Nacional terão os mesmos direitos dos demais integrantes da corporação, incluindo o recebimento de diárias e indenização em caso de morte ou invalidez decorrente das missões. O objetivo é assegurar tratamento igualitário aos profissionais mobilizados.
Parecer do relator
Os parlamentares acolheram o parecer do relator, deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), pela aprovação do projeto. Segundo o relator, a medida corrige uma lacuna institucional e valoriza o papel dos municípios na segurança.
“Ao equalizar o regime de pagamentos e de proteção dos guardas municipais ao das demais corporações, garante-se a igualdade para os agentes que arriscam a vida nessas missões”, disse.
O autor da proposta, deputado Capitão Alden (PL-BA), afirmou que as guardas municipais já são reconhecidas como integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mas ainda precisavam de uma regra clara para atuar na Força Nacional.
Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira
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