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O amor e a coragem de ficar!

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Por Soraya Medeiros

Há quem pense que amar é apenas sentir: o coração acelerado, o arrepio inesperado, o encanto fácil dos primeiros dias. Mas o amor verdadeiro não se sustenta só no impulso das emoções — ele se constrói, silencioso e persistente, no cotidiano.

Amar é muito mais do que o instante do encontro; é a escolha que se repete nas manhãs comuns, quando o café é posto à mesa, quando o silêncio divide espaço com o jornal ainda dobrado, quando o olhar, mesmo distraído, insiste em permanecer.

Não é difícil amar quando tudo floresce. O desafio está em continuar regando o jardim quando as pétalas caem, quando a rotina pesa e a vida exige mais do que palavras bonitas. Amar é atravessar os dias nublados de mãos dadas, mesmo quando o vento sopra contrário.

Amar é compreender que ninguém é inteiro, que todos carregamos falhas e cicatrizes, e ainda assim decidir ficar. É cuidar do outro em sua ausência de si, é respeitar quando a diferença grita, é permanecer quando seria mais fácil partir. O momento mais difícil na vida de alguém que está ao seu lado é quando a doença chega. É quando você mostra que está ali, com todas as dificuldades, e decide permanecer, segurando a mão da pessoa amada e dizendo que estarão juntos nesta ou em qualquer outra caminhada.

O amor não se revela apenas nas grandes declarações, mas nos gestos discretos, quase invisíveis: no abraço que consola, no ouvido que acolhe, na paciência que se renova. Amar é verbo — e o verbo pede ação.

Por isso, amar não é só sentir. É escolher todos os dias cuidar, respeitar e permanecer. Porque é justamente nos momentos difíceis que o amor mostra sua verdadeira força.

*Soraya Medeiros é jornalista com MBA em Marketing, formação em Gastronomia e certificação como sommelier. Une comunicação, estratégia e enogastronomia.

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Comissão aprova inclusão de guardas municipais na Força Nacional de Segurança Pública

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5877/25, que permite a participação de integrantes das guardas municipais na Força Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Atualmente, a tropa é composta principalmente por policiais civis, militares e bombeiros dos estados.

A proposta autoriza a União a firmar convênios diretamente com os municípios para que os guardas municipais atuem na Força Nacional.

O texto também permite a convocação de guardas municipais aposentados há menos de cinco anos para reforçar o efetivo em operações especiais.

Os guardas municipais que atuarem na Força Nacional terão os mesmos direitos dos demais integrantes da corporação, incluindo o recebimento de diárias e indenização em caso de morte ou invalidez decorrente das missões. O objetivo é assegurar tratamento igualitário aos profissionais mobilizados.

Parecer do relator
Os parlamentares acolheram o parecer do relator, deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), pela aprovação do projeto. Segundo o relator, a medida corrige uma lacuna institucional e valoriza o papel dos municípios na segurança.

“Ao equalizar o regime de pagamentos e de proteção dos guardas municipais ao das demais corporações, garante-se a igualdade para os agentes que arriscam a vida nessas missões”, disse.

O autor da proposta, deputado Capitão Alden (PL-BA), afirmou que as guardas municipais já são reconhecidas como integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mas ainda precisavam de uma regra clara para atuar na Força Nacional.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

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