Opinião
E quem audita o “auditor”?
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Como pode um servidor público, proibido pela Constituição Estadual de gerir empresas, atuar como dono de escritório de contabilidade e ainda ostentar um padrão de vida que sugere enriquecimento ilícito? É, no mínimo, intrigante ver quem tanto prega “transparência” esquecer de aplicar a própria matemática em casa. Corre à boca pequena que o “especialista” em auditar números alheios tem evitado olhar para o próprio extrato, que apresentaria movimentações financeiras astronômicas e incompatíveis com o seu subsídio.
Seria cômico, se não fosse grave: um profissional da contabilidade que ignora as leis administrativas para lucrar por fora. Onde fica o rigor técnico de quem deveria dar o exemplo, mas prefere atuar nas sombras da ilegalidade? Antes de querer dar aula de gestão para a categoria, seria prudente que esse “fiscal” explicasse como sua evolução patrimonial — que aponta indícios de lavagem de dinheiro — sobreviveria a uma auditoria séria sobre a origem de seus recursos.
O rastro de irregularidades, contudo, não fere apenas a ética profissional, mas atinge diretamente o bolso e a tranquilidade de quem confiou em seus serviços. Há relatos preocupantes de colegas da categoria que se viram em situações críticas após contratarem o referido escritório. Por conta de declarações de Imposto de Renda fraudulentas, diversos profissionais enfrentam hoje o pesadelo da malha fina e são obrigados a pagar dívidas vultosas com a Receita Federal. O “especialista” que prometia facilidades entregou, na verdade, prejuízo e insegurança jurídica.
Chama a atenção que alguém com um histórico tão peculiar, incluindo o fato de ter sido alvo de buscas durante a Operação Pandora, ainda tente ditar regras de moralidade. Para quem não se recorda, as investigações daquela época já lançavam luz sobre os “mercadinhos” dentro das unidades prisionais; coincidentemente, o mesmo “fiscal” era o contador técnico da associação responsável por gerir esse comércio na Penitenciária Central do Estado, onde as contas sempre pareceram criativas demais para serem reais.
Quem atua no mercado contábil, mas mantém a vida financeira sob suspeita, não possui autoridade para auditar ninguém. O sol nasce para todos, mas a sombra da dúvida só persegue quem insiste em caminhar com o telhado de vidro.
Opinião
Depoimentos à PF apontam suspeita de caixa 2 em campanha em VG
Relatos indicam pagamentos em dinheiro vivo a fiscais, fora das contas oficiais. Caso pode gerar investigação eleitoral e risco à chapa.
Depoimentos prestados à Polícia Federal em Mato Grosso apontam indícios de possíveis irregularidades na campanha eleitoral de 2024 da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti. As informações constam em relatos de coordenadores e colaboradores que teriam atuado durante o período eleitoral.
A informação foi divulgada com exclusividade pelo Blog do Popo.
Segundo os depoimentos, alguns fiscais de partido teriam recebido pagamentos em dinheiro vivo, apesar de contratos que previam transferências via PIX. Uma das pessoas ouvidas detalhou que recebeu valores por serviços prestados e também quantias adicionais em espécie para repassar a outros fiscais.
“Os pagamentos previstos eram por transferência, mas parte foi feita em dinheiro entregue no comitê”, relatou uma das testemunhas às autoridades.
Os indícios levantam a suspeita de que parte dos recursos utilizados na campanha não teria transitado pelas contas oficiais, o que, em tese, pode configurar irregularidade eleitoral. A Polícia Federal apura se a prática teria ocorrido de forma pontual ou sistemática durante o primeiro turno.
Nos bastidores, há a expectativa de que novos depoimentos com teor semelhante possam ser formalizados, ampliando o alcance das investigações. Caso as irregularidades sejam confirmadas, especialistas apontam que podem ser abertos processos por abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos.
“Se comprovadas, as irregularidades podem ter consequências eleitorais relevantes”, avaliam fontes ligadas à área jurídica.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso. A apuração segue em andamento e deve avançar conforme a análise dos documentos e depoimentos coletados pelas autoridades.

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