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Você Importa: TCE-MT lança programação do Setembro Amarelo com foco na valorização da vida

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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conselheiro Waldir Teis ressaltou que a campanha reflete o compromisso do TCE e do presidente Sérgio Ricardo com a construção de um ambiente saudável e solidário. Clique aqui para ampliar

Com foco na valorização da vida e na saúde mental dos servidores, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) lançou, nesta terça-feira (2), a campanha Setembro Amarelo. A programação, conduzida pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), reúne, ao longo do mês, atividades de arte, cultura e bem-estar. 

Durante a abertura da campanha, na recepção do Edifício Marechal Rondon, houve apresentação da Banda do Corpo de Bombeiros Militar e café da manhã de confraternização. Na ocasião, o conselheiro Waldir Teis ressaltou que a proposta reflete o compromisso do Tribunal e do presidente, conselheiro Sérgio Ricardo, com a construção de um ambiente saudável e solidário. 

“Quando você pensa no servidor, você está pensando justamente na sua matéria-prima de produção e o Tribunal de Contas proporciona ao servidor condições para que ele se sinta bem trabalhando aqui. Essa atenção é fundamental, porque não há nada pior do que estar em um lugar onde você não se sinta bem, e não há nada melhor do que ter qualidade de vida e respeito dentro do ambiente de trabalho”, afirmou.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, lembrou que a iniciativa terá reflexos diretos na entrega de serviços à sociedade. “Precisamos ter nossos servidores felizes e saudáveis para que produzam mais por Mato Grosso. Aqui no Tribunal de Contas esse trabalho é feito de forma excepcional pelo Núcleo de Qualidade de Vida e pela Secretaria de Gestão de Pessoas.”

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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O secretário-executivo de Gestão de Pessoas, Eneias Viegas, salientou que o Setembro Amarelo é um momento de reforço de um cuidado que ocorre o ano inteiro. Clique aqui para ampliar

Nesse sentido, o secretário-executivo de Gestão de Pessoas, Eneias Viegas, salientou que o Setembro Amarelo é um momento de reforço de um cuidado que ocorre o ano inteiro. “Só aqui no Tribunal são milhares de atendimentos psicológicos a servidores e seus dependentes. O servidor do TCE não está sozinho. Além de ter onde buscar essa ajuda, nós também vamos até ele”, ressaltou.

Como parte da iniciativa, será desenvolvido ao longo do mês o projeto “Você Importa – Vozes que Transformam”, com o objetivo de promover a valorização da vida e a prevenção ao suicídio. A programação inclui atividades de arte, música, oficinas, palestras, exposições e práticas de bem-estar, fortalecendo a escuta ativa, o acolhimento e o cuidado com a saúde mental dos servidores. 

“São ações específicas de autocuidado, reflexão, autoconhecimento e bem-estar. O objetivo é mostrar que, mesmo em circunstâncias desfavoráveis, o servidor é capaz de florescer. Para isso, oferecemos ações de autocuidado, arte, práticas integrativas e sessões terapêuticas, valorizando a saúde mental e estimulando reflexão e bem-estar ao longo do mês”, disse a coordenadora do NQVT, Nathália Sato. 

Programação

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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A abertura da campanha contou com apresentação da Banda do Corpo de Bombeiros Militar.

A programação será dividida em três semanas temáticas. A primeira contempla, além da abertura oficial da campanha, a instalação do painel interativo “Árvore da Vida” e a exposição do artista plástico Amaury Santos, intitulada de “Escuridão Iluminada”, que foi organizada pelo Instituto Memória. 

Na segunda semana, as ações serão voltadas para a informação e acolhimento dos servidores por meio de exposições no saguão do TCE-MT sobre o Método Supera, livros de autoajuda, autoconhecimento e filosofia e parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV). Serão ofertados também atendimentos com a técnica Barra de Access na sala de psicologia do NQVT e oficina de caricatura no Auditório Liu Arruda. 

Já a terceira semana do projeto, será dedicada às vivências como oficinas de meditação na Escola Superior de Contas e Práticas Integrativas e Complementares (PICs) como reflexologia podal, auriculoterapia e aromaterapia no NQVT. Os participantes também receberão uma lembrança temática.

Para consolidar a ação, as mensagens do painel “Árvore da Vida” serão reunidas em um e-book garantindo a continuidade do impacto da campanha.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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