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Unemat lança MBA em Formação de Lideranças Femininas e amplia políticas de valorização das servidoras

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) reafirma seu compromisso com a valorização das mulheres e o fortalecimento da gestão universitária ao lançar, nesta sexta-feira (10.10), o MBA em Formação de Lideranças Femininas. O evento, realizado na reitoria em Cáceres (MT), contou com a assinatura de quatro resoluções pela reitora Vera Lúcia Maquêa, consolidando o curso como parte do Programa Institucional de Qualificação Funcional da Unemat.

Entre as medidas assinadas, estão a aprovação e institucionalização do MBA e as garantias de manutenção da bolsa formação para servidoras docentes e técnicas afastadas para qualificação durante o período de licença-maternidade.

O curso de pós-graduação lato sensu é voltado a servidoras efetivas de todos os câmpus e da administração central da Unemat, além de colaboradoras da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe). Com início previsto para dezembro, o MBA terá 360 horas-aula, ofertado na modalidade híbrida e utilizará metodologias ativas de aprendizagem, com encontros presenciais em Cuiabá.

O edital de seleção será publicado nos próximos dias, com 50 vagas disponíveis para candidatas com diploma de nível superior, de todos os câmpus e da sede da reitoria.

Para a reitora Vera Maquêa, a iniciativa representa mais um passo nas ações institucionais voltadas a “cuidar das pessoas”, dentro da Universidade.

“Embora tenhamos 111 mulheres em cargos de chefia, esse número corresponde a apenas 36,4% das funções de liderança. O MBA é um movimento inicial, e acredito que o próximo passo seja garantir 50% desses cargos para mulheres, assegurando igualdade de direitos e justiça”, destacou a reitora.

O projeto, idealizado e construído por servidoras da Unemat desde 2024, teve a participação de Adriana Beninele da Silva, Adrielle Pâmala Silva, Carolina Tito Camarço, Cátia Regina Porta, Danielle Tavares Teixeira, Edneia Aparecida Souza Andrade Santos, Howenda Nibetad Baganha e Josiane Liberato Vilela, que atuam em cargos de gestão em diferentes câmpus e setores administrativos da Universidade.

De acordo com a coordenadora do curso, Danielle Tavares, o MBA busca empoderar mulheres em competências contextuais, técnicas e comportamentais, estimulando o protagonismo feminino na Unemat.

“Queremos transformar mulheres, que já são capazes, em mulheres confiantes para ocupar posições de liderança na Universidade”, afirma Danielle.

Com o lançamento do MBA em Formação de Lideranças Femininas, a Unemat reforça sua missão de promover equidade de gênero, incentivar a qualificação das servidoras e consolidar políticas institucionais voltadas ao desenvolvimento humano.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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