Mato Grosso
TCE-MT conclui auditoria interna de sistemas certificados com ISO 9001 e 50001
Mato Grosso
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Encerramento da auditoria interna de sistemas certificados com ISO 9001 e 50001. Clique aqui para ampliar |
A auditoria interna sobre os processos do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e do Sistema de Gestão de Energia (SGE), certificados com os selos ISO 9001 e ISO 50001, respectivamente, demonstrou a evolução do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) na eficiência energética, na padronização de processos e na confiabilidade dos dados.
Iniciado no dia 13 e concluído nesta quinta-feira (21), o trabalho prepara a instituição para a auditoria externa que será conduzida em outubro pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e é requisito obrigatório para a manutenção das certificações internacionais.
Para o secretário-geral da presidência, Nilson Bezerra, a auditoria interna faz parte de um processo contínuo de aprimoramento institucional. “O mais importante é que o presidente Sérgio Ricardo entende que o padrão ISO é o patamar mínimo e que nós temos que ir além, seguindo padrões ainda maiores que os padrões internacionais.”
No TCE-MT, o selo ISO 9001 abrange sete processos: o Geo-Obras, o Radar de Controle Público, a Auditoria Informatizada de Contas Anuais de Governo, o Diário Oficial de Contas (DOC), o Plenário Virtual (PV), o Sistema de Gerenciamento de Prazo (SGP) e o Sistema de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (SPE).
Gestor da Auditoria Informatizada, Francisco Evaldo Ferreira Leal destacou a agilidade garantida pela certificação. “São 141 relatórios esse ano e a partir do momento que você implementa, mapeia e padroniza o resultado é mais qualidade e agilidade.”
Com base na melhoria da coleta e disponibilização de dados previstos pela norma, a auditoria interna também apontou possibilidades de avanço no Radar de Controle Público. “Agora, nossa proposta é avançar com a implementação de inteligência artificial para melhorar o acesso às informações”, destacou o gestor do processo, Jonathan Ramos.
No caso da ISO 50001, referente ao Sistema de Gestão de Energia, o foco do trabalho é o aperfeiçoamento constante do desempenho e do consumo energético. Segundo a gestora Carla Christine Oliveira, o processo marca uma trajetória de avanços iniciada em 2015, com a primeira certificação.
“É um trabalho que nos orgulha muito. Nós fomos o primeiro órgão público a ter a ISO 50001 e, na época, nosso objetivo era a troca de lâmpadas e equipamentos de ar-condicionado. Hoje, já contamos com usina fotovoltaica e seguimos aprimorando as práticas de eficiência energética no Tribunal de Contas”, afirmou ela.
Ao longo da última semana, a equipe da Secretaria de Planejamento e Integração e Coordenação (Seplan), que conduz a auditoria interna, realizou visitas às unidades certificadas para conversar com os responsáveis, analisar documentos e avaliar o desempenho dos sistemas.
A coordenadora de Planejamento Estratégico Institucional da Seplan, Mônica Botelho, destacou o preparo dos gestores e ressaltou o caráter preventivo da auditoria interna. “Com isso, temos tempo de corrigir eventuais não conformidades antes da visita do auditor externo, evitando riscos para a manutenção do certificado”, concluiu.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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