Mato Grosso
Sine-MT disponibiliza mais de 2 mil vagas nesta semana
Mato Grosso
O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), divulgou 2.096 vagas de trabalho disponíveis para esta semana em Mato Grosso.
Entre as vagas disponíveis, há agente de pátio, fiscal de lojas, atendente do setor de frios e laticínios, açougueiro, gerente de vendas, camareira de hotel, recepcionista, babá, classificador de grãos, entre outras funções.
Para pessoas com deficiência (PCD), os municípios de Cuiabá e Várzea Grande concentram 12 vagas, sendo cinco vagas para auxiliar de linha de produção, três vagas para frentista, uma vaga para operador de telemarketing ativo e receptivo, uma vaga de auxiliar de estoque, uma vaga para oficial de manutenção e uma vaga para auxiliar de lavanderia.
Ainda em Cuiabá e Várzea Grande, estão sendo ofertadas 325 vagas para o público em geral. Dentre elas, destacam-se 60 vagas vagas para auxiliar de linha de produção, 25 vagas para balanceiro, 23 vagas para ajudante de obras, 13 vagas para atendente de lojas, 12 vagas para promotor de vendas, 10 vagas para empacotador, oito vagas para soldador, oito vagas para operador de caixa, seis vagas para vendedor interno, sete vagas para estoquista, cinco vagas para lubrificador de automóveis, quatro vagas para encarregado de seção de controle de produção, três vagas para padeiro, uma vaga para eletrotécnico, uma vaga para técnico em eletromecânica, uma vaga para instalador de equipamentos de comunicação, uma vaga para operador de grua e uma vaga para auxiliar de mecânico de ar-condicionado.
Em Sinop, são 334 oportunidades disponíveis na semana, como 30 vagas para servente de obras, 30 vagas para pedreiro, 27 vagas para auxiliar de limpeza, 25 vagas para atendente de lanchonete, 22 vagas para auxiliar de estoque, 21 vagas para atendente do setor de hortifrutigranjeiros, 20 vagas para operador de caixa, uma vaga para frentista, 18 vagas para atendente de padaria, 10 vagas para armador de estrutura de concreto, 10 vagas para carpinteiro, oito vagas para técnico agrícola, cinco vagas para encanador, quatro vagas para agente de pátio, uma vaga para auxiliar de manutenção elétrica e hidráulica, uma vaga para office-boy, uma vaga para eletricista.
Já em Sorriso, o município conta com 138 vagas de emprego abertas, sendo 11 vagas para repositor em supermercados, quatro vagas para borracheiro, três vagas para jardineiro, três vagas para auxiliar de cozinha, três vagas para auxiliar de limpeza, duas vagas para garçom, duas vagas para mecânico de manutenção de máquina industrial, uma vaga para técnico em segurança do trabalho, uma vaga para cuidador de idosos e uma vaga para auxiliar de confeitaria.
A lista completa e detalhada das vagas ofertadas pela Rede Sine pode ser acessada diariamente pelo Portal Emprega Brasil. As oportunidades são atualizadas de forma contínua, com novos cadastros realizados ao longo do dia.
Atendimento
Além da intermediação de mão de obra, o Sine-MT realiza a habilitação do seguro-desemprego e oferece orientação sobre o uso da Carteira de Trabalho Digital. Os interessados devem comparecer às unidades portando documentos pessoais e verificar a disponibilidade das vagas, que são ofertadas diariamente.
Na região metropolitana, o atendimento nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga e do CPA I ocorre das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Já o Sine instalado no Centro Estadual de Cidadania de Várzea Grande Shopping funciona das 10h às 17h30.
As oportunidades disponíveis nos municípios de Mato Grosso também podem ser consultadas no documento em anexo.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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