Mato Grosso
Sine disponibiliza mais de 2,6 mil vagas de emprego em Mato Grosso nesta semana
Mato Grosso
O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), divulgou 2.660 vagas de trabalho disponíveis para esta semana em Mato Grosso. As oportunidades abrangem diversas áreas de atuação e estão distribuídas entre os 36 postos de atendimento do Sine, instalados em 32 municípios de Mato Grosso.
Em Cuiabá e Várzea Grande são 491 novas oportunidades de colocação no mercado de trabalho. Entre elas, estão 59 vagas para auxiliar de limpeza, 48 vagas para auxiliar de linha de produção, 40 vagas para balanceiro, 31 vagas para operador de vendas (lojas), 21 vagas operador de caixa, 20 vagas para ajudante de obras, 18 vagas para servente de obras, 14 vagas para ajudante de carga e descarga de mercadoria, 13 vagas para carpinteiro, 11 vagas para chefe de serviço de limpeza, 10 vagas para jardineiro, 10 vagas para atendente de lojas, oito vagas para oficial de manutenção civil, oito vagas, para montador de estruturas metálicas, seis vagas para motorista de caminhão, cinco vagas para instalador-reparador de redes e cabos telefônicos, quatro vagas para auxiliar de cozinha, quatro vagas para agente de inspeção (qualidade), uma vaga para eletricista, uma vaga para atendente de buffet, uma vaga para analista administrativo, uma vaga para técnico em segurança do trabalho e uma vaga para representante comercial autônomo.
Também estão sendo ofertadas 80 vagas para pessoas com deficiência (PCD), distribuídas nas funções de auxiliar de linha de produção, servente de limpeza, assistente de controladoria, promotor de vendas, oficial de manutenção, recepcionista atendente, ajudante de carga e descarga de mercadoria, auxiliar administrativo, auxiliar de almoxarifado, auxiliar de cozinha e auxiliar de estoque.
O município de Rondonópolis (a 219 km de Cuiabá) divulgou 300 oportunidades nesta semana. São 46 vagas para repositor em supermercados, 46 vagas para atendente de lojas e mercados, 46 vagas para auxiliar de linha de produção, 18 vagas para técnico de carnes e derivados, 15 vagas para viveirista (mudas), 10 vagas para caminhoneiro carreteiro, 10 vagas para auxiliar operacional de logística, três vagas para assistente administrativo, entre outras oportunidade de emprego.
A unidade de Nova Mutum divulgou 229 oportunidades profissionais nesta semana. Dentre as estão 150 vagas para operador de processo de produção, 20 vagas para safrista, nove vagas para auxiliar de limpeza, seis vagas para operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes, três vagas para vendedor de comércio varejista, uma vaga para zelador, uma para para técnico de suporte de TI e uma vaga para auxiliar técnico de refrigeração.
A lista detalhada e completa das vagas ofertadas pela Rede Sine pode ser acessada diariamente pelo Portal Emprega Brasil. As vagas ofertadas pela Rede Sine são diárias e, a todo momento, novas oportunidades são cadastradas.
Atendimento
Além do trabalho de intermediação de mão de obra, o Sine realiza o serviço de habilitação do seguro-desemprego e oferece atendimento orientado sobre a utilização da Carteira de Trabalho Digital. É preciso verificar na unidade a disponibilidade das vagas, que são oferecidas diariamente. Os interessados podem comparecer aos postos de atendimento portando documentos pessoais, o que facilita os trâmites do atendimento.
Na região metropolitana, o horário de atendimento dos Sines, localizados nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga e do CPA I, é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Já o Sine localizado no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping funciona das 10h às 17h30.
Acesse as oportunidades disponíveis nos municípios de Mato Grosso em anexo.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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