Mato Grosso
SES promove captação de múltiplos órgãos em Sinop
Mato Grosso
A Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou a 17ª captação de múltiplos órgãos de 2025 neste domingo (21.12). O procedimento foi realizado no Hospital Regional de Sinop, das 11h18 às 15h36.
Foram captados três órgãos, sendo dois rins e um fígado, que vão salvar a vida de três pacientes.
A cirurgia foi realizada pela equipe de captação habilitada e credenciada de múltiplos órgãos de Mato Grosso e contou com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
“Temos que enaltecer o excelente trabalho da Central Estadual de Transplantes e do Hospital Regional de Sinop pela realização da captação e agradecer a família doadora, que em um momento de luto, teve esse gesto de solidariedade de doar os órgãos de seu familiar e salvar vidas”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.
Segundo a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, as captações de órgãos têm sido cada vez mais frequentes neste ano e já foi possível superar o total de 13 procedimentos realizados no ano passado.
“Obtivemos 42 órgãos nas 17 captações de múltiplos órgãos deste ano, sendo dois corações, 12 fígados e 28 rins. Em 2024, foram captados 36 órgãos ao todo”, explicou.
A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, acrescentou que o avanço é resultado das capacitações realizadas pela Secretaria voltadas ao processo de doação de órgãos e tecidos.
“Mais de 400 profissionais já foram treinados neste ano. Além disso, Mato Grosso teve uma equipe habilitada para a realização de captação de múltiplos órgãos pela primeira vez. Isso representa mais celeridade no processo, já que não dependemos da disponibilidade e deslocamento de uma equipe de fora do Estado”, afirmou a coordenadora.
Esta é a terceira captação de múltiplos órgãos realizada no Hospital Regional de Sinop desde outubro deste ano.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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