Mato Grosso
Sema recebe unidade móvel de atendimento veterinário para animais silvestres
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) recebeu nesta quarta-feira (1º.10) a primeira unidade móvel de atendimento veterinário para animais silvestres, a SamuVet. O veículo foi entregue pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A viatura será usada para atendimento a emergências com animais silvestres em incêndios florestais e em outras ocorrências no âmbito da Operação Arca de Noé, de resgate de fauna no Pantanal. A unidade móvel será deslocada para regiões de alta incidência de animais feridos, principalmente em períodos críticos da seca.
O atendimento aos animais será realizado de forma coordenada por equipes do Ibama e da Sema, com objetivo de viabilizar um atendimento mais rápido e eficaz na prestação dos primeiros socorros aos animais queimados e com outros ferimentos.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente tem uma parceria de longa data com o Ibama aqui no estado de Mato Grosso, com diversas ações de proteção ao meio ambiente e também na gestão da fauna silvestre, destacou o secretário Executivo da Sema, Alex Marega.
“Este instrumento que está sendo entregue hoje é de atendimento rápido e emergencial no local onde ocorreu o incidente. Na ocorrência de incêndio, atropelamento o equipamento poderá ser direcionado para lá junto com a equipe de veterinários da Sema e do Ibama, visto que é para ser utilizado de forma conjunta. Isso reforça a parceria, essa unificação de esforços para anteder a fauna silvestre no estado”, Alex Marega.
Mato Grosso foi o primeiro estado a receber o SamuVet, projeto com previsão de expansão para todo o país, destacou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. “A fauna não pode esperar e por isso o Ibama está lançando unidades móveis. Nós vamos com isso poder dar um atendimento muito mais rápido em parceria com outras instituições para vítimas de incêndios florestais e outros desastres ambientais. É uma satisfação muito grande poder fazer a entrega das primeiras unidades aqui em Mato Grosso”.
De acordo com Gracicleide Braga, coordenadora de Conservação da Fauna e da Biodiversidade do Ibama as unidades móveis irão atender a fauna nos lugares mais remotos do Pantanal. “O que esperamos é ter um pronto atendimento de qualidade, que antes era feito de forma improvisada nas viaturas e ter o equipamento com todos os requisitos e segurança necessária para o melhor atendimento veterinário”.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Como fundações privadas impulsionam o desenvolvimento humano?
Se o Estado não alcança e nem o mercado se interessa, quem assume a responsabilidade pelo futuro? A pergunta não é apenas retórica, mas o ponto de partida para compreendermos o papel da sociedade civil organizada na contemporaneidade, afinal, como bem observa o pensador Jean-Jacques Chevallier, o chamado “Estado Pós-Moderno” é aquele que reconhece suas limitações e admite que os problemas de massa não podem mais ser resolvidos exclusivamente pelo aparato governamental. Nesse novo paradigma, é que proponho uma reflexão sobre o papel do chamado Terceiro Setor e principalmente das fundações privadas.Segundo a nossa legislação, as fundações, embora entidades privadas, desempenham atividades de relevância pública e social que sustentam os pilares de uma nação: educação, saúde, proteção do meio ambiente, assistência social, defesa da ética, cidadania e fomento à pesquisa.É preciso em um primeiro momento desmistificar a ideia de que fundações privadas existem apenas para a filantropia e o assistencialismo paliativo. Embora esse tipo de apoio imediato seja vital, deve-se avançar para compreendê-las como peças chaves que ocupam espaço estratégico muito maior no Terceiro Setor. Elas operam onde o Estado se mostra lento e onde a economia de mercado não encontra incentivos financeiros. Ao atuar nessas “zonas de sombra”, as fundações tornam-se o braço executor do Investimento Social Privado e da agenda de ESG (Environmental, Social and Governance) — pilar central do capitalismo consciente, onde o sucesso corporativo está intrinsecamente ligado à promoção de um ambiente socialmente desenvolvido.Mas isso não esgota o tema. Um dos pontos mais desconhecidos pelo público é a capacidade operacional dessas entidades. Uma fundação privada pode exercer atividades econômicas comuns, produzindo bens ou prestando serviços. A grande diferença não reside na forma de arrecadação, mas no destino do capital. Diferente de uma empresa comercial, o superávit de uma fundação é obrigatoriamente reinvestido em suas finalidades altruístas. É a eficiência da gestão privada sendo integralmente convertida em benefício público, permitindo que a própria sociedade gere recursos para financiar sua evolução. Dessa forma, as fundações podem ocupar uma posição estratégica dentro de uma política desenvolvimentista, atuando como núcleos de inovação e execução que aceleram o progresso nacional de forma sustentável e responsável.Por isso que a importância das fundações privadas está diretamente ligada ao fortalecimento de uma pauta de desenvolvimento nacional que não dependa apenas do governo de turno. O envolvimento nessas instituições é, em última análise, uma forma poderosa de cidadania ativa e de participação política, permitindo que o indivíduo ou a empresa influenciem diretamente o interesse público e coletivo sem depender de estruturas partidárias.Este setor fundamental precisa ser melhor compreendido para que possa ser ampliado. Por isso quero deixar neste texto uma mensagem para o leitor sentir-se devidamente convocado: conhecer melhor o funcionamento das fundações privadas, entender seu impacto e, quem sabe, tornar-se o instituidor de uma nova iniciativa. Transformar o Brasil exige mais do que votos; exige a coragem de organizar a sociedade para resolver, por conta própria, os desafios que o futuro nos impõe.*Renee do Ó Souza é promotor de Justiça em Mato Grosso, titular da Promotoria de Velamento de Fundações em Cuiabá e Várzea Grande, doutorando e Mestre em Direito e professor e autor de direito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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