Mato Grosso

Seduc realiza encontros para consolidar a inclusão nas escolas da rede estadual de ensino

Publicado em

Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) realiza nos dias 7 e 8 de outubro, das 8h30 às 12h, no Auditório da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Senai, em Cuiabá, dois encontros voltados à inclusão educacional: o 3º Encontro Ampliando Conhecimentos: Professores Surdos e Intérpretes de Libras e o 2º Encontro de Professores do Atendimento Pedagógico Domiciliar e Classe Hospitalar.

Os eventos têm como público-alvo professores intérpretes de Libras, instrutores, TAE Intérprete, servidores da Coordenadoria de Educação Inclusiva (Coeinc), pontos focais de educação inclusiva nas Coordenadorias de Gestão Pedagógica (Coped), pedagogos do Núcleo de Apoio e Suporte à Inclusão (Nasi/Casies) e professores de atendimento pedagógico domiciliar e hospitalar.

Ao todo, 250 profissionais devem participar das atividades programadas.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, os encontros representam um avanço na consolidação da inclusão como prática cotidiana nas escolas da rede estadual.

“A inclusão é uma prioridade na educação de Mato Grosso. Cada profissional capacitado para atuar com alunos com necessidades especiais contribui para que nossas escolas sejam mais acolhedoras e que todos os estudantes tenham oportunidades iguais de aprendizagem”, afirmou Porto.

O secretário destacou ainda que a formação contínua de professores e intérpretes de Libras é fundamental para garantir qualidade, equidade e respeito à diversidade.

“Investir na formação de nossos profissionais é investir no futuro de cada estudante. A Seduc tem o compromisso de consolidar a inclusão como parte efetiva da rotina escolar, garantindo que ninguém fique para trás”, acrescentou.

Os encontros são organizados em parceria com o Casies (Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial) e buscam aprofundar conhecimentos pedagógicos, promover troca de experiências e fortalecer a rede de apoio à inclusão em todo o estado, reforçando o papel da Seduc em garantir uma educação inclusiva, digna e de qualidade para todos.

O Casies, além do atendimento à comunidade surda, atua de forma mais ampla na inclusão de estudantes com deficiência e altas habilidades/superdotação, com ações como produção de material pedagógico para cegos e pessoas com baixa visão, apoio a escolas municipais e privadas e assessoramento pedagógico em diferentes áreas da educação especial.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

Publicados

em

Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA