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Seaf vai destacar potencial do maracujazeiro durante a GreenFarm Show 2025

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A Secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf) terá uma programação exclusiva, na próxima sexta-feira (19.9) pela manhã, durante FarmEx Agricultura Familiar, espaço que integra a GreenFarm Show 2025, que será realizada no Parque Novo Mato Grosso. O evento também terá a participação a feira do pequeno produtor, com 31 expositores. A Greenfarm será realizada entre os dias 17 e 20 de setembro.

A agenda da Seaf no evento será aberta às 8h e, ao longo da manhã, reunirá especialistas para debater soluções voltadas a cadeias estratégicas da agricultura familiar, como café, cacau, leite, aquaponia (Ciclo Vivo) e frutas tropicais. A programação contará com as palestras de Fabricio Tomaz – técnico da Empaer para falar sobre Café e Cacau; Brasilio Ferreira, coordenador da Seaf, abordando Ciclo Vivo em Aquaponia; Eduardo Silva Dantas, médico veterinário da secretaria, para falar sobre Leite e ações em prol do rebanho leiteiro e, às 10h00, o engenheiro agrônomo Luciano Gomes Ferreira, doutor em Agricultura Tropical e técnico da Seaf, que apresentará os avanços das pesquisas sobre o maracujazeiro.

Maracujá em destaque

Na palestra, o doutor em Agricultura Tropical, Luciano Ferreira vai mostrar que o maracujazeiro BRS Rubi do Cerrado, quando enxertado em Passiflora nítida (BRS Terra Nova), pode aumentar a produtividade e resistir à fusariose, doença que ameaça pomares em várias regiões. Outro ponto central será a polinização manual, prática capaz de elevar em até 40% a produção e assegurar frutos cheios e padronizados.

“A qualidade da muda é a base do sucesso do pomar. Mas é a polinização manual que assegura frutos de melhor qualidade e maior produtividade. Quando unimos ciência e práticas acessíveis ao produtor, o maracujá se torna uma alternativa estratégica para a agricultura familiar”, explicou Luciano.

O tema ganha força quando comparado à realidade vivida por agricultores familiares em Mato Grosso. Em Confresa, no nordeste do Estado, a família de Jackson Andre Ues e Selma Silveira decidiu apostar no cultivo do maracujazeiro em uma área de 3.500 m² arrendada. O plantio, iniciado em agosto de 2024, alcançou em março de 2025 produção diária de até 100 quilos de frutos, vendidos a R$ 5 o quilo.


A rotina, no entanto, é desafiadora e envolve toda a família. A irrigação é feita manualmente, as podas são constantes e a polinização exige dedicação diária. O relacionamento comercial na cidade é realizado por Selma.

“Iniciamos com recurso próprio, investimos em torno de R$ 15 mil. Tivemos que improvisar desde a coleta de esterco até o plantio. Agora esperamos apoio para ampliar”, contou Jackson. “Com esse primeiro plantio a gente já aprendeu muita coisa que não sabia. No futuro vamos fazer diferente e, com mais apoio, queremos crescer. ”

A visita técnica da Seaf/MT ao pomar após o Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural, aproximou a realidade da família das soluções que a pesquisa já comprova. O caso reforça a importância de integrar ciência, extensão rural e políticas públicas para que agricultores familiares tenham acesso a tecnologias práticas que reduzam custos e aumentem a renda.

“Histórias como dessa família motiva outros produtores de pequena escala a produzir. E a Seaf e a Empaer são parceiras de iniciativas como essa, no desenvolvimento de projetos e mecanismos para que eles tenham acesso a técnicas para produzir com qualidade”, salientou a o engenheiro agrônomo Luciano Ferreira.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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