Mato Grosso
Programa SER Família Capacita forma mais nove turmas em cursos profissionalizantes gratuitos
Mato Grosso
Mais 124 alunos celebraram a conclusão de cursos profissionalizantes ofertados pelo Programa SER Família Capacita, realizado pelo Governo de Mato Grosso.
A cerimônia de formatura, realizada nesta sexta-feira (18.7), marcou a conquista de novos caminhos para os formandos, que agora estão prontos para ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho.
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o programa é gerenciado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT).
Foram formadas turmas nos cursos de Assistente Administrativo, Assistente de Recursos Humanos, Assistente Contábil Financeiro, Eletricista de Instalações Prediais, Operador de Computador e Mecânico de Refrigeração e Climatização Residencial.
Foto: João Reis | Setasc-MT
Durante a cerimônia, o secretário adjunto de Cidadania da Setasc, Emerson Toledo, destacou a importância da iniciativa para a transformação social e econômica dos participantes.
“Hoje é um momento de alegria, pois celebramos a formatura de nove turmas certificadas pelo Senai, nosso parceiro técnico. Esse é um sonho idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, com apoio do governador Mauro Mendes e sob liderança do nosso secretário Klebson Gomes. Já alcançamos 138 municípios e formamos mais de 1.300 turmas. Estamos prestes a atingir 50 mil vagas ofertadas. Isso é o Governo de Mato Grosso enfrentando a vulnerabilidade social com qualificação e oportunidade”, afirmou Emerson.
Um dos formandos, Edinelson Romero, concluiu o curso de Mecânico de Refrigeração e Climatização Residencial e afirmou que, no início, a sua motivação foi a necessidade da família.
Foto: João Reis | Setasc-MT
“A manutenção de equipamentos de refrigeração tem um custo elevado, então decidi aprender para fazer os serviços preventivos em casa. Foram dois meses muito proveitosos, com um professor dedicado, que compartilhou toda sua experiência. Tivemos aulas práticas, visitas ao CRAS, tudo isso agregou muito”, destacou.
O formando também revelou seus planos para o futuro e celebrou a importância da qualificação.
“Agora, a ideia é fazer uma parceria com colegas do curso. Um já tem o local, eu tenho algumas ferramentas, vamos adquirir o restante e começar a trabalhar. O mercado é amplo e o calor está chegando, então a oportunidade está aí. Sou muito grato ao Programa SER Família Capacita. Eu até procurei um curso pago no Senai, mas fui contemplado pelo programa, que veio na hora certa para mim e para tantos outros”, concluiu Edinelson.
A formanda Thaline Alves, que concluiu o curso de Assistente Administrativo, já está empregada na área e afirma que a capacitação foi fundamental para sua recolocação profissional.
Thaline à direita com sua colega de turma, Nathalia Amorim. Foto: João Reis | Setasc-MT
“O curso me ajudou muito a rever conteúdos e me atualizar. Hoje já estou trabalhando na área e, sem dúvidas, isso fez a diferença no meu processo de contratação. O mercado está cada vez mais exigente e a gente precisa se capacitar constantemente. Para quem está indeciso, eu diria: não perca tempo. Aprender nunca é demais”, incentivou.
Ela também destacou o impacto social da iniciativa.
“O Programa SER Família Capacita é de grande reconhecimento porque atende justamente quem mais precisa. A gente aprende muito em poucos meses, e sem precisar pagar por isso. Um curso desses custaria caro em instituições privadas. O programa ajuda quem quer crescer”, completou Thaline.
O diretor regional do Senai-MT, Carlos Braguini, ressaltou a importância da parceria com o Governo do Estado e o impacto do programa em Mato Grosso.
“Hoje celebramos a formatura de 120 alunos pelo Programa SER Família Capacita, que reflete uma parceria sólida entre o Governo do Estado e o Senai. Já qualificamos quase 30 mil pessoas em 139 municípios e estamos próximos de alcançar 50 mil. Essa união fortalece as estratégias para oferecer oportunidades reais de emprego, empreendedorismo e desenvolvimento para a população mato-grossense. Parabenizo o Governo do Estado por essa iniciativa que tem transformado vidas em todo o estado”, concluiu.
Foto: João Reis | Setasc-MT
O Programa SER Família Capacita faz parte das ações sociais do Governo de Mato Grosso e tem como objetivo oferecer qualificação gratuita e de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Por meio da parceria com o Senai, o programa garante formação profissional em diversas áreas, ampliando as chances de empregabilidade e inclusão produtiva dos beneficiários.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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