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Polícia Civil prende homem que usava perfis falsos para abusar e chantagear menores na internet

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A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil do Ceará, prendeu, neste sábado (14.2), um homem de 36 anos, apontado como responsável pela criação e uso de perfis falsos em redes sociais para se aproximar de vítimas menores de idade e cometer crimes sexuais.

Voltada ao combate a crimes praticados contra crianças e adolescentes na internet, a investigação foi realizada pela Delegacia de Alto Araguaia e indica que o suspeito, morador do município de Crateús (CE), pode ter feito mais de 50 vítimas em todo o Brasil.

As investigações tiveram início em abril de 2025, após uma criança de 11 anos, moradora de Alto Araguaia, publicar sem intenção uma imagem íntima em seu perfil no Instagram. O episódio gerou intenso abalo psicológico, além de constrangimento e episódios de bullying no ambiente escolar.

Apesar do cenário traumático, a divulgação acidental fez com que a avó da criança tomasse conhecimento do ocorrido e descobrisse a conversa do neto com o investigado. Diante da gravidade e do risco de novos danos, a avó procurou imediatamente a Delegacia de Alto Araguaia, dando início ao atendimento especializado e à formalização do registro, o que permitiu as primeiras providências investigativas.

“O caso exigia atuação técnica e contínua, porque crimes praticados na internet envolvem risco real de exclusão de provas, multiplicação de perfis e repetição da conduta em curto espaço de tempo. Então, a Delegacia de Alto Araguaia atuou para identificar padrões de abordagem, vincular acessos e reunir elementos capazes de sustentar medidas cautelares no âmbito judicial, demonstrando a gravidade concreta do caso e o risco de reiteração criminosa”, afirmou o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, responsável pela investigação do caso.

Segundo o delegado, as investigações apontaram um perfil predatório do investigado, caracterizado por estratégia de manipulação, pressão psicológica, insistência e escalada de pedidos, com foco na obtenção de conteúdo íntimo.

“A conduta do suspeito revela um modo de agir direcionado a vítimas vulneráveis, explorando ingenuidade, medo, vergonha e o ambiente de aparente ‘segurança’ que as redes sociais costumam transmitir. Após obter a confiança e certa intimidade com as suas vítimas, escondido em vários perfis falsos, o suspeito exigia fotos nuas e práticas libidinosas em troca da promessa de pagamento. Após receber fotos e vídeos dos menores, ele passava a ameaçá-los e chantageá-los”, disse o delegado.

Cooperação com a Polícia Civil do Ceará e prisão

Após a identificação e localização do suspeito, a Polícia Civil de Mato Grosso acionou a Polícia Civil do Ceará para realizar a prisão do investigado, visto que ele é morador da cidade de Crateús (CE).

No dia 27 de janeiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do suspeito, onde foram apreendidos celulares do investigado. As investigações continuaram e foram descobertas dezenas de outras vítimas do suspeito em todo o Brasil.

Diante das apurações e de todo o conteúdo já analisado pela Polícia Civil de Mato Grosso, que aponta mais de 50 vítimas entre crianças e adolescentes, o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira representou novamente pela prisão do suspeito, que dessa vez foi deferida pelo Juízo da Primeira Vara Civil e Criminal de Alto Araguaia.

Neste sábado (14.2), o investigado foi preso pela Polícia Civil do Ceará. Ele será indiciado por guardar conteúdo de pornografia infantil, oferecer ou divulgar esse tipo de material pela internet e induzir criança a se exibir de forma sexualmente explícita. Somadas as penas previstas em lei para esses crimes, ele pode ser condenado de cinco a 13 anos de prisão, além de multa.

A investigação continua para aprofundar a identificação de possíveis outras vítimas, eventuais conexões e consolidar provas técnicas.

Alerta aos pais e responsáveis

O delegado Marcos Paulo alerta os pais e responsáveis sobre o acesso indiscriminado de crianças e adolescentes à internet, sobretudo em redes sociais e aplicativos de mensagens.

“A exposição sem supervisão pode facilitar a atuação de predadores que utilizam perfis falsos, linguagem juvenil e técnicas de convencimento para ganhar confiança, isolar a vítima e, depois, impor exigências cada vez mais invasivas”, disse o delegado.

O delegado frisou que a orientação é que pais e responsáveis mantenham diálogo constante, verifiquem configurações de privacidade, observem mudanças de comportamento e procurem imediatamente a polícia diante de qualquer indício de aliciamento, ameaça, chantagem ou solicitação de conteúdo íntimo.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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