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PM prende homem por tentativa de feminicídio e apreende arma com munições em Sapezal

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Um homem foi preso na noite deste sábado (3.1), suspeito por tentativa de feminicídio, em Sapezal (a 510 km de Cuiabá). Policiais militares da 6ª Companhia Independente apreenderam uma arma de fogo de fabricação artesanal, 24 munições de calibres diversos e um cigarro análogo à maconha.

Os policiais militares receberam denúncia de que um condutor de uma caminhonete teria efetuado disparos de arma de fogo contra uma mulher e fugiu em direção ao cemitério. Uma testemunha relatou que recebeu ligação da vítima, alegando ter sido atacada pelo marido, momento antes de sair para uma confraternização.

O carro da mulher, um Toyota Corolla Cross, estava com uma perfuração no vidro dianteiro, do lado do motorista, compatível com disparo de arma de fogo, bem como uma perfuração no cinto de segurança dianteiro do passageiro.

A vítima apresentava uma lesão na região do pescoço e foi socorrida até o Hospital Municipal. Os policiais militares reforçaram o policiamento no município e localizaram o suspeito.

Durante busca veicular, as equipes apreenderam o armamento, as munições e um cigarro análogo à maconha. Os policiais militares constataram, ainda, que o veículo estava irregular. O homem foi entregue à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do telefone 190 ou do número 0800 065 3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Réu é condenado por feminicídio contra mulher transexual

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A Justiça condenou, nesta quarta-feira (15), Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá).
Durante o julgamento os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por razões da condição feminina da vítima, Mayla Rafaela Martins, mulher transexual, caracterizado pelo menosprezo e pela discriminação de gênero, o que configurou a qualificadora do feminicídio.
O Ministério Público apontou que o crime foi motivado por sentimento de posse do réu diante da recusa da vítima em manter um relacionamento.
O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário do júri, destacou que a decisão representa um avanço no enfrentamento da violência de gênero e na aplicação do princípio da igualdade material.
“O reconhecimento do feminicídio neste caso, que teve como vítima uma mulher transexual, representa um passo importante no fortalecimento da igualdade material e no enfrentamento de todas as formas de violência de gênero. A decisão do júri reafirma que crimes motivados por discriminação e menosprezo à condição feminina não serão tolerados”, afirmou.
O crime ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde. A vítima foi morta com golpes de arma branca. Na tentativa de ocultar o crime, o réu limpou o local, descartou pertences pessoais da vítima e transportou o corpo até uma área rural, onde o cadáver foi deixado em uma lavoura no município de Sorriso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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