Mato Grosso

MT Hemocentro terá programação especial em homenagem aos 31 anos da unidade

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, realizará, nesta sexta-feira (14.3), uma programação especial para doadores, servidores e entidades parceiras de campanhas de doação de sangue em homenagem aos 31 anos do órgão. As atividades começam às 08 horas, na sede em Cuiabá. O MT Hemocentro também irá realizar coletas de sangue neste sábado (15.03), das 07h30 às 12h.

Durante a celebração, no dia 14 de março, a programação contará com as atrações do grupo de siriri “Coração Atalaiense”, às 09h, e da banda da Polícia Militar, às 09h30. As unidades de coleta localizadas no interior do Estado também terão programações especiais.

As doações feitas no MT Hemocentro beneficiam diversos hospitais e prontos-socorros públicos do estado e ajudam a salvar vidas. O banco de sangue é responsável por realizar transfusões de sangue, cadastramento de doadores de medula óssea e coleta de medula para transplantes.

O coordenador da Hemorrede do Estado, Fernando Henrique Modolo, convida a todos para participarem desta programação especial.

“Nós do MT Hemocentro convidamos todos os doadores para comparecer nesta data especial, doar sangue, e participar da programação que preparamos para o aniversário de 31 anos da unidade. O banco de sangue é um símbolo de solidariedade e de amor ao próximo, contamos com a presença de todos para nos ajudar a continuar salvando vidas”, declarou.

A unidade de Cuiabá também realizará coletas de sangue neste sábado (15.3), das 07h30 até às 12h. O intuito é atender doadores que, por algum motivo, não podem comparecer à unidade nos dias úteis.

Além da unidade sede do MT Hemocentro, a Hemorrede do Estado conta com 14 Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs) distribuídas nas cidades de Juína, Juara, Primavera do Leste, Água Boa, Cáceres, Rondonópolis, Sorriso, Sinop, Porto Alegre do Norte, Alta Floresta, Colíder, Barra do Garças e Barra do Bugres e Tangará da Serra. Também estão disponibilizadas 31 Agências Transfusionais em Mato Grosso.

Serviço

A sede do MT Hemocentro está localizada na rua 13 de Junho, nº 1055, em Cuiabá. Caso prefira realizar o agendamento da doação de sangue, basta acessar este link. O voluntário também pode agendar a doação pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

O banco de sangue funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e fornece o atestado de doação. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, a unidade fornece um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho.

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT



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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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