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Mais de 50 mil quilos de alimentos são disponibilizados pela Seaf a pessoas em situação de vulnerabilidade

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Mais de 50 mil quilos de alimentos foram disponibilizados pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) para entidades que apoiam pessoas em situação de vulnerabilidade social e alimentar, cadastradas no programa Sesc Mesa Brasil, vinculado ao Sistema S do comércio.

“Só nesse ano, foram investidos R$ 450 mil, o equivalente a 51 mil quilos de alimentos doados. Também foram beneficiadas 32 famílias de produtoras rurais de pequena escala de Cuiabá. O programa Sesc Mesa Brasil tem resultados positivos entre os agricultores rurais de pequena escala, principalmente da nossa região”, destacou a secretária da Seaf, Andreia Fujioka, uma das homenageadas na noite desta terça (25.11), no Sesc Arsenal, pela parceria da Seaf com a iniciativa.


Conforme Andreia, o programa atende uma das principais premissas da Seaf: segurança alimentar e nutricional. “Para os nossos produtores, esse programa proporciona segurança na produção e na comercialização de forma justa”.

A Seaf também possui outras iniciativas para fomento da comercialização dos alimentos produzidos por agricultores de pequena escala. “A secretaria tem iniciativas lindas, como a Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur), uma verdadeira vitrine do potencial de produção dos agricultores de pequena escalas”, frisou a secretária, ao lembrar que, semanalmente às terças, a Seaf realiza feira no Sesc Arsenal.

Outros projetos, como o MT Produtivo, acompanham o produtor de pequena escala até a fase de venda da produção. “Isso com certeza tem trazido um espaço de dignidade para nosso pequeno produtor”, avaliou a gestora.

Presidente do Sistema Comércio MT, José Wenceslau de Souza ressaltou a justa homenagem aos responsáveis pelas doações ao Sesc Mesa Brasil. “Por meio deles, levamos esses alimentos às famílias carentes e necessitadas. É muito justo que todos os anos a gente faça essa homenagem aos empresários que mantém o programa abastecido com alimentos”.

Ele reforçou a ponte feita pelo Sesc Mesa Brasil entre empresários, doadores de alimentos, e as famílias na linha de pobreza. “Temos a estrutura de distribuição, a logística, bem como cadastro no nosso sistema que mostra as necessidades dessas famílias e das entidades”. Todos os anos, segundo ele, é feita uma fiscalização sobre a existência da família e a necessidade delas.

“O Sesc Mesa Brasil é um orgulho para todos nós, é o maior banco de alimentos da América Latina, tenho muito orgulho da higienização, organização e distribuição dos alimentos. Quero agradecer a todos vocês que abastecem o Mesa Brasil, em nome dessas famílias carentes que tanto precisam dos alimentos”, concluiu.

Somente até outubro de 2025, o programa arrecadou e distribuiu cerca de 758 mil quilos de alimentos, garantindo dignidade e esperança para milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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