Mato Grosso
Investimentos do Governo vão inserir Nobres no cenário turístico nacional, afirma prefeito
Mato Grosso
O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes inauguraram, nesta sexta-feira (05.12), a nova praça do Distrito de Bom Jardim, em Nobres, e lançaram uma série de obras que vão impulsionar o turismo na região, proporcionando oportunidades de melhoria de vida para a população.
A nova praça do distrito recebeu investimento de R$ 7,8 milhões em recursos próprios do Governo do Estado. O espaço terá playground, academia, quiosques de alimentação e será um local de convivência para moradores e turistas.
O governador Mauro Mendes destacou que Nobres e Bom Jardim sempre tiveram muito potencial, mas careciam de infraestrutura para poder se desenvolver. “Aqui não tinha lugar para sair, não tinha calçada, não tinha esgoto”, afirmou. “Mas quando a gente investe aqui, cria o potencial para virar um produto turístico e aumentar a quantidade de visitantes”, completou.
Segundo o governador, o investimento atrai visitantes não apenas para Bom Jardim, mas impulsiona o turismo em outros locais. “Se o Governo não fizer a infraestrutura, isso ficaria sendo cantado, mas não iria para frente. Agora, não tenho dúvida nenhuma de que nos próximos anos vamos ter orgulho do potencial turístico de Nobres”, afirmou.
Uma das obras com ordem de serviço assinada nesta sexta-feira (05) foi para asfaltar todas as ruas do Distrito. O serviço será realizado por meio de um convênio assinado com a prefeitura, que também está construindo junto com o Estado redes de esgoto e água em Bom Jardim.
“Essa urbanização é importante para inserir Bom Jardim no cenário nacional, para a capacidade de receber turistas. Nobres é um município pequeno, pobre em arrecadação, mas rico em oportunidades. Por isso a parceria do Governo é importante”, afirmou o prefeito de Nobres, José Domingos Fraga.
O Governo do Estado também assinou a ordem de serviço para asfaltar 29,3 km da MT-351, ligando Bom Jardim até a BR-163, em Diamantino, além de construir três pontes de concreto no caminho.
O vice-governador Otaviano Pivetta explicou que essa obra será importante para criar uma nova rota turística. “Vamos interligar toda a região da BR-163, onde está localizada mais da metade da economia mato-grossense, com Bom Jardim. Esse é um gesto do Governo de que Nobres e Bom Jardim são importantes para Mato Grosso”, disse.
Também foi assinada a ordem de serviço para asfaltar a estrada que liga Bom Jardim até o Sesc Serra Azul, local de uma cachoeira famosa e outras atrações. O Governo também lançou a estruturação da Gruta da Lagoa Azul, fechada a muitos anos, e que passará a ter acesso asfaltado, estacionamento e trilha até a gruta, obras já em fase de licitação.
Para o secretário-chefe da Casa Civil, o Governo não investe apenas no turismo, mas na população da região. “Nós temos clareza de que precisamos cuidar da nossa gente, das nossas pessoas, dos moradores daqui. Essas obras também vão atender a população. Mas, o turismo vai impulsionar a economia de Bom Jardim e gerar oportunidades”, disse.
O governador Mauro Mendes ainda assinou a autorização para que a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) firme um convênio para asfaltar ruas da sede municipal de Nobres, em um investimento de mais de R$ 7 milhões.
O deputado estadual Chico Guarnieri destacou atuação do Estado. “O que o governador Mauro Mendes vai entregar de asfalto é mais do que Mato Grosso fez em 300 anos. É um governo de realizações, um governo que faz, que entrega e leva para toda a sociedade também obras como escolas, creches e moradia”.
Já a senadora Margareth Buzetti destacou a visão do governo em investir na região de Nobres e lembrou que há pouco tempo não havia nenhuma infraestrutura no local.
Escrituras
O Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) também entregou 265 escrituras definitivas de terrenos para moradores tanto de Nobres, quanto de Bom Jardim. Trabalho que foi destacado pelo presidente da autarquia, Francisco Serafim.
“Estamos entregando escrituras em todos os 142 municípios de Mato Grosso. Estamos com 30 mil escrituras em cartório para entregar, porque essa é a determinação do Governo Mauro Mendes, de fazer tudo o que for possível para facilitar a vida da população”, afirmou.
Também estiveram presentes na agenda os deputados estaduais Paulo Araújo e Max Russi, e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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