Mato Grosso
Hospital Regional de Alta Floresta recebe ventiladores pulmonares e berços hospitalares
Mato Grosso
O Hospital Regional de Alta Floresta, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), recebeu 11 novos ventiladores pulmonares adquiridos para garantir a assistência aos pacientes com dificuldades respiratórias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e pronto-socorro.
A unidade também recebeu 12 berços hospitalares, fundamentais para fortalecer a assistência às crianças que precisam de internação ou se encontram em observação no setor de pediatria.
“Estes novos equipamentos fazem parte de um investimento do Governo de Mato Grosso no parque tecnológico da saúde, para promover mais eficiência aos pacientes que são atendidos em unidades da rede estadual. Nesta entrega, os novos equipamentos são destinados ao Hospital Regional de Alta Floresta, que muito em breve também estará funcionando em um prédio novo, amplo e moderno”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.
Segundo o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, a unidade está em constante modernização dos equipamentos e das áreas físicas e realizando aquisições de materiais e insumos para garantir a segurança e qualidade no atendimento prestado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Contamos ainda com a construção do novo Hospital Regional de Alta Floresta, que deverá ser o primeiro dos quatro erguidos simultaneamente pela SES a ser entregue, e que vai ampliar o número de leitos e contribuir ainda mais com os atendimentos realizados na região do Alto Tapajós”, informou Lira.
De acordo com a diretora do Hospital Regional de Alta Floresta, Taniele Mechi, a aquisição dos ventiladores pulmonares e dos berços hospitalares demonstra o compromisso de garantir a inovação, modernização e qualidade em assistência à saúde aos pacientes da Região Alto Tapajós, em especial aos recém-nascidos e crianças.
“A Secretaria investiu R$ 748.445,50 na compra dos ventiladores pulmonares para dar suporte respiratório temporário por completo ou parcial, a pacientes com insuficiência respiratória, seja devido a doenças, anestesia, acidente, fator neurológico, entre outros”, disse.
Já o investimento feito nos berços hospitalares foi de R$ 270 mil para proporcionar mais conforto e atendimento humanizado aos pacientes da ala pediátrica.
“Agradecemos ao governador Mauro Mendes, ao vice-governador Otaviano Pivetta, ao secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, e ao secretário adjunto de Gestão Hospitalar, Oberdan Lira, pela dedicação e empenho em melhorar ainda mais a saúde do Estado de Mato Grosso”, concluiu a diretora.
Saiba mais sobre o hospital
O Hospital Regional de Alta Floresta dispõe atualmente de 83 leitos de internação geral, sendo 22 leitos pediátricos, entre observação e internação pediátrica; 10 leitos de UTI adulto; e 3 leitos de observação de pronto-socorro.
Atualmente, a unidade conta com as seguintes especialidades: anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia vascular, neurocirurgia, ortopedia e traumatologia, ginecologia e obstetrícia, otorrinolaringologia, clínica médica geral, cardiologia, urologia, medicina intensivista e pediatria.
O hospital atua como referência em média e alta complexidades para os habitantes da região do Alto Tapajós.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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