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Governo sorteia ingressos para corrida da Stock Car: “É Mato Grosso no circuito internacional”, afirma governador

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O Governo de Mato Grosso sorteou, nesta sexta-feira (7.11), os 25 mil ingressos disponibilizados para a corrida da Stock Car, que será realizada no dia 15 de novembro, no Autódromo Internacional do Estado de Mato Grosso, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. O resultado do sorteado já está disponível na plataforma da Facepass (clique aqui).

O sorteio, que recebeu mais de 27 mil inscritos, foi realizado na sede das Promotorias de Justiça, do Ministério Público de Mato Grosso, acompanhado pelo governador Mauro Mendes, pela primeira-dama Virginia Mendes, pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, o procurador Paulo Prado, e os promotores de Justiça Marcelo Vacchiano e Marcelo Ferra. A imprensa também acompanhou o sorteio.

O governador Mauro Mendes ressaltou que esse é um evento inédito tanto para Mato Grosso quanto para a categoria do automobilismo, uma vez que será a primeira corrida noturna da Stock Car e afirmou que a corrida irá projetar o Estado no mercado internacional.

“É mais um grande evento para Cuiabá, que vai trazer também mais geração de riquezas e que começa a colocar a Capital em grandes circuitos nacionais e internacionais. Teremos ainda outros grandes eventos que vão alcançar muitos dos objetivos que planejamos com o Parque Novo Mato Grosso, de propiciar mais lazer e diversão para os mato-grossenses, e ser uma grande oportunidade de negócios para vender mais a imagem de Mato Grosso” destacou o governador Mauro Mendes.

O procurador-geral, Rodrigo Fonseca, também ressaltou a importância de Cuiabá sediar a corrida da Stock Car e destacou o grande interesse da população. Ele afirmou que o objetivo da parceria entre Governo e Ministério Público foi promover a distribuição de ingressos da forma mais democrática possível.

“É um grande orgulho ver o nosso estado entrando no circuito dos grandes shows, grandes eventos, e construímos juntos a ideia de como levar a oportunidade de toda a população assistir a esse grande evento. O direito à cultura e ao lazer é constitucional e é uma obrigação do Estado fornecer isso, então agradeço muito a parceria do Governo do Estado. Sem dúvidas, esse evento será um sucesso”, afirmou.

O secretário de Cultura, Esporte e Lazer do Estado, David Moura, ressaltou que Mato Grosso sai na vanguarda do automobilismo ao inaugurar a primeira pista iluminada do Brasil.

“A gente sabe que é um evento único e a expectativa de todos é poder ver esse grande show e conhecer o que é o Parque Novo Mato Grosso. Esse autódromo já foi projetado para receber grandes eventos internacionais. Essa pista iluminada era uma carência no Brasil, então a gente sai na frente e, sem dúvida, ano que vem teremos vários outros grandes eventos para contemplar a população”, afirmou.

O sorteio

O sorteio foi realizado por meio da plataforma da Facepass, que é responsável pelo acesso ao evento, de forma aleatória entre os inscritos, ou seja, a distribuição de ingressos não ocorreu por ordem de inscrição, com objetivo de democratizar o acesso ao evento.

Os ingressos sorteados são válidos para a corrida do dia 15 de novembro, quando haverá disputa de quatro categorias. As entradas são intransferíveis, uma vez que o acesso à pista será realizado exclusivamente por reconhecimento facial. Crianças com menos de 5 anos são isentas de ingresso.

O resultado já está disponível na página do evento no Facepass. Clique aqui para conferir.

Nos dias 13 e 14 de novembro, a entrada para as corridas de preparação é gratuita.

Nota MT

Quem não foi contemplado com os 25 mil ingressos sorteados pela Facepass ainda pode concorrer a outros 2 mil ingressos pelo programa Nota MT, do Governo do Estado. Para isso, basta se cadastrar no programa e manifestar interesse por meio deste link. Poderão concorrer quem tiver ao menos uma nota fiscal com CPF nas compras realizadas entre 9 de outubro e 8 de novembro.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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