Mato Grosso
Governo investe mais R$ 28 milhões em infraestrutura em Terra Nova do Norte e Nova Guarita: “legado para MT”
Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso vai investir mais R$ 28 milhões em obras de infraestrutura em Terra Nova do Norte e Nova Guarita. Na tarde desta terça-feira (21.10), o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta finalizam a agenda pelo Nortão do Estado e assinaram autorizações para quatro convênios para os dois municípios.
O principal anúncio para Nova Guarita é a autorização do convênio para asfaltar 13 quilômetros da MT-208. O Estado vai destinar R$ 19,5 milhões para o município, que vai ser responsável por executar a obra.
“O atual governo está deixando um legado em Mato Grosso, uma inspiração para os próximos políticos. Todos os convênios assinados aqui vão se tornar realidade porque os projetos se tornam realidade na mão desses gestores e, com isso, Nova Guarita vai melhorar. Nada se faz sozinho, e o Estado se tornou um parceiro para todos os municípios”, destacou o prefeito de Nova Guarita, Edson Gozanga, o Edinho.
Durante agenda em Nova Guarita, o governador Mauro Mendes autorizou convênios para obras de asfalto novo em ruas e avenidas da cidade, além de padronização de calçadas da praça central, que vão receber R$ 4 milhões do Estado.
“Quando assinamos um documento como esse de hoje, podem ter certeza que 100% do dinheiro vai ser repassado para vocês fazerem aqui as obras. Tudo aquilo que nós pactuamos com as 142 prefeituras de Mato Grosso será cumprido. Por anos, o Estado esteve quebrado, mas conseguimos mudar tudo isso, aplicando corretamente o dinheiro público para investir, fazer obras e dar resultado para melhorar a vida da população em todas as áreas”, afirmou o governador.
Nos últimos seis anos, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 106,5 milhões para o município de Nova Guarita, com modernização de escolas, asfaltamento em ruas e avenidas do município e construção de pontes.
Agenda em Terra Nova do Norte
Em Terra Nova do Norte, foi autorizado um convênio para obras de asfalto novo de ruas do bairro Caixa D’Água, no valor de R$ 5 milhões.
O prefeito Pascoal Alberton destacou a parceria do Estado com o município de Terra Nova do Norte para o desenvolvimento da cidade. “Estou na política para trabalhar e fazer o bem para o povo do nosso município. Tenho certeza que a atual gestão faz a mesma coisa no Estado”, disse.
Eles também vistoriaram as obras da nova sede do Hospital Municipal de Terra Nova do Norte, que recebeu R$ 8 milhões em recursos do governo.
“Esse é o dia mais especial da história de Terra Nova do Norte. Esse hospital foi feito com muitas mãos – governo, prefeitura, Câmara Municipal. Quero agradecer e reconhecer o Governo de Mato Grosso pela parceria com Terra Nova do Norte”, afirmou o vice-prefeito Adelar Marcante.
O vice-governador Otaviano Pivetta também ressaltou que a preocupação do Estado é o bem-estar da população. “Esse é o papel do Executivo, é pensar na satisfação do cidadão, sempre pensar no que pode melhorar para o seu povo. É isso que fizemos a partir de 2019 e que não podemos deixar retroagir”, declarou, pontuando que o município já recebeu R$ 109,8 milhões em investimentos nos últimos seis anos.
O deputado estadual Diego Guimarães enfatizou que os investimentos do governo têm ajudado a transformar a vida do povo não só em Terra Nova do Norte, mas em todo o Estado. “Nós da comitiva visitamos seis cidades que estão sendo transformadas pelo poder de um governo organizado. É o dinheiro do povo, dos impostos, sendo revertido em obras e ações e trazendo prosperidade em todo o Mato Grosso”.
Acompanharam a agenda os deputados estaduais Nininho e Beto Dois a Um e os secretários estaduais Fábio Garcia (Casa Civil), César Roveri (Segurança Pública) e Laice Souza (Comunicação).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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