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Governo de Mato Grosso entrega pacote de obras em Barra do Garças

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O Governo de Mato Grosso entregou, nesta segunda-feira (15.9), uma série de obras em Barra do Garças, com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores e fortalecer o desenvolvimento da região. A primeira-dama Virginia Mendes acompanhou todas as entregas no município.

O governador Mauro Mendes destacou que as entregas são resultados do trabalho intenso do Governo do Estado para destravar obras que estavam emperradas e garantir os investimentos necessários para levar as melhorias aos mato-grossenses.

“Quando assumimos a gestão tínhamos mais de 370 obras paralisadas e praticamente todas foram terminadas ou estão em andamento. Hoje, nenhuma obra para em Mato Grosso por falta de pagamento. O Governo só contrata obras quando tem dinheiro para começar e terminar, por isso estamos fazendo esse volume gigantesco de obras que dá orgulho para todo o Mato Grosso”, afirmou, ressaltando a importância de parcerias com a Assembleia Legislativa, bancada federal e prefeituras.

Para o prefeito de Barra do Garças, Adilson Gonçalves, as entregas demonstram o cuidado do Governo com a população do município.

“É uma alegria muito grande entregar essas obras para os barra-garcenses. Essas inaugurações de hoje são sonhos de toda a população e agradecemos imensamente por toda a atenção do Governo com Barra do Garças”, manifestou.

Centro de Eventos Evaristo Roberto Vieira Cruz

Entre as entregas em Barra do Garças está o novo Centro de Eventos, cuja obra ficou paralisada por mais de 10 anos e foi retomada em 2024, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec).

“Aqui tem muito trabalho, mas aqui também tem a fotografia de um novo Mato Grosso, onde obra não fica parada. Foi muito trabalho para essa obra ficar pronta. Começou em 2014 e só Deus sabe o que foi pra gente retomar a gestão dessa obra, e ela ficou pronta em três meses. Esse é o Mato Grosso que a população espera de todos nós que estamos no governo. Um estado que entrega obras, que não enrola”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, César Miranda.

O Centro de Eventos, localizado anexo ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem uma estrutura moderna, com acessibilidade e equipamentos para receber até eventos nacionais. O espaço conta com cerca de 3,5 mil m² de área construída e um salão para mais de 3 mil pessoas em pé e anfiteatro com 555 lugares. O estacionamento comporta 170 veículos.

A obra recebeu R$ 5,5 milhões do Governo do Estado em convênio com a prefeitura.

Escola Técnica Estadual e Hospital Municipal Milton Morbeck

A agenda de entregas em Barra do Garças também incluiu a reforma da Escola Técnica Estadual e do Hospital Municipal Milton Morbeck.

A escola recebeu investimentos para reformas estruturais, com o objetivo de ampliar o ensino técnico e profissionalizante no município.

“Era uma obra que há muito tempo a gente estava esperando e o governo colocou o recurso de quase R$ 7 milhões para reformar auditório, lousa digital, tudo climatizado, novinho, para atender os 400 alunos e, ano que vem, receber cerca de 800 alunos, entre ensino médio e técnico e o ensino profissionalizante”, observou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Allan Kardec.

Durante a solenidade na Escola Técnica Estadual, foi entregue um cheque-doação do Aniversário Solidário da primeira-dama Virginia Mendes para a Associação Mato-grossense de Jiu-Jitsu Paradesportivo, e a doação de uma cadeira de rodas especial para Daymon José Gomes dos Reis.


Já o Hospital Municipal recebeu R$ 5,8 milhões em recursos do Estado para ampliar o número de leitos, modernizar alas e melhorar a estrutura. A reforma foi imprescindível para garantir a liberação do curso de medicina no município.

“Essa foi mais uma parceria do Estado para que a gente pudesse deixar esse hospital em boas condições para bem atender toda a população da região. O Governo do Estado não tem medido esforços para que a gente possa ver muitos investimentos na área da saúde, como construção de hospitais municipais, regionais, o Hospital Central, que vai ser inaugurado ainda esse ano, o Hospital Julio Muller, enfim, muitos investimentos para que a gente possa atender muito bem o mato-grossense”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

Parque das Águas Quentes

O Governo do Estado também participou da reinauguração do Parque Municipal das Águas Quentes, que recebeu R$ 2,3 milhões para a revitalização do espaço.

“Esse parque é um patrimônio da cidade, algo que se incorporou na cultura da cidade e a gente fica feliz de ver esse patrimônio bem cuidado, com esse nível de utilização e prestando um excelente serviço para a população”, destacou o governador.

Lar dos Idosos Bem Viver

Outra entrega realizada em Barra do Garças foi a inauguração do Lar dos Idosos, que recebeu R$ 1,9 milhão do Governo do Estado para compra de mobiliário.

O secretário de Assistência Social e Cidadania do Estado, Klebson Gomes, ressaltou que o Estado tem feito importantes investimentos na área social. Somente em Barra do Garças foram mais de R$ 20 milhões empregados para transferência de renda, entrega de cestas de alimentos, cobertores, e outras ações do social.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, afirmou que “o lar dos idosos simboliza respeito e reconhecimento às pessoas que dedicaram suas vidas ao estado de Mato Grosso, à cidade de Barra do Garças e à região do Araguaia e que merecem ser bem acolhidas por todos nós, em um estado com dignidade”.

Solenidade

Acompanharam as entregas os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, os deputados estaduais Max Russi e Dr. Eugênio, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Antônio Joaquim, suplente de senador Mauro Carvalho, os secretários Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Jordan Espíndola (Gabinete de Governo); o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco, o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Gledson Bezerra; e a reitora da UFMT, Marluce Silva.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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