Mato Grosso
Governo de Mato Grosso avança no asfaltamento da MT-473 em Nova Lacerda
Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso executa o asfaltamento de 12 quilômetros da MT-473, no município de Nova Lacerda, região Oeste do Estado. A obra, orçada em R$ 163,3 milhões, representa um grande desafio de engenharia e será fundamental para a logística de Mato Grosso, integrando o Vale do Guaporé e o Chapadão dos Parecis.
A obra, executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), atravessa a Serra do Uirapuru em Nova Lacerda, um trecho sinuoso e de difícil acesso, sobretudo no período chuvoso. No último fim de semana, os serviços avançaram com a realização de detonações controladas com o uso de explosivos.
Apesar da extensão relativamente curta, o asfalto tem grande relevância para a logística. A MT-473 irá interligar Nova Lacerda com a MT-388, que dá acesso a Campos de Júlio, encurtando a distância entre os municípios do chamado Chapadão do Parecis e a BR-174.
Essa rota mais curta irá viabilizar o escoamento da produção agrícola, com um frete mais barato. Além disso, diminui o custo para a chegada do calcário produzido na região de Cáceres, minério fundamental para o desenvolvimento da agricultura, e a região do Parecis conta com alguns dos principais municípios produtores de Mato Grosso.
“O asfaltamento da MT-473 tem um impacto enorme para a logística do Estado. Há muitos anos, a região aguardava por uma solução para esse trecho, por conta das dificuldades de acesso, mas a atual gestão trabalhou para encontrar soluções e hoje estamos fazendo com que uma demanda histórica se transforme em realidade”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
Além da frente de obras na MT-473, o Governo já pavimentou mais de 40 km da MT-388, em Campos de Júlio, para consolidar um novo corredor de transporte para a produção agropecuária. A MT-388 também se destaca por ser uma rodovia que corta uma área de grande produção agrícola.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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