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Governador: “Vamos distribuir 25 mil ingressos gratuitos para a população assistir à Stock Car”

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O governador Mauro Mendes anunciou, nesta quarta-feira (15.10), que o Governo do Estado vai distribuir 25 mil ingressos gratuitos para o público acompanhar a etapa inédita da Stock Car em Cuiabá, que será realizada entre os dias 13 e 15 de novembro, no Autódromo Internacional de Mato Grosso, no Parque Novo Mato Grosso.

“Vamos distribuir entre 20 e 25 mil ingressos gratuitos para a população. Todas as arquibancadas são de propriedade do Estado e serão disponibilizadas sem nenhum custo, tanto para os treinos quanto para as provas. Teremos um sistema de cadastramento para garantir que os ingressos cheguem às pessoas que queiram assistir”, afirmou o governador.

A etapa da BRB Stock Car Pro Series será a primeira corrida noturna da categoria com iluminação de padrão internacional no Brasil, marcando a inauguração oficial da pista do autódromo, construído dentro dos parâmetros da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

Além do acesso gratuito às arquibancadas, Mauro Mendes também garantiu transporte de graça para as pessoas que não tiverem condições de ir ao autódromo com veículo próprio.

“Já alinhamos isso com o prefeito Abílio e teremos ônibus que vão sair do centro de Cuiabá até o parque, pensando naquelas pessoas com menos condições”, explicou.

Além da Stock Car, o evento ainda contará com provas da TCR South America Banco BRB e da Turismo Nacional, atraindo equipes e visitantes de diversas regiões do país.

“Nós teremos um autódromo com padrão internacional. A iluminação permitirá provas noturnas, o que coloca Mato Grosso na rota dos grandes eventos do automobilismo nacional e internacional”, destacou Mendes.

Mauro destacou a importância de mais esse evento no parque para a atração de turistas, geração de empregos e para a imagem de Mato Grosso em todo o Brasil e exterior.

“Somente nas equipes envolvidas são cerca de mil profissionais. Isso movimenta hotéis, bares, restaurantes, transportes e gera uma grande atividade econômica. Estamos consolidando Mato Grosso como um destino de eventos. Isso ativa a economia, atrai novos investimentos e projeta o nosso estado para o Brasil inteiro”, pontuou.

O Parque Novo Mato Grosso será o maior centro multieventos da América Latina e já tem outros grandes eventos confirmados ainda esse ano, como o Natal, o Réveillon e o Campeonato Brasileiro de Skate.

Também participaram do anúncio o CEO da VICAR, responsável pela Stock Car e demais modalidades, Lincoln Oliveira; o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Giovanni Guerra; o deputado estadual Valmir Moretto; o prefeito de Diamantino, Chico Mendes; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), David Moura (Cultura, Esporte e Lazer) e Laice Souza (Comunicação); e o presidente da MT Par, Wener Santos.

A nova pista

Localizado no Parque Novo Mato Grosso, o traçado de Cuiabá será a 23ª pista diferente a receber uma prova da BRB Stock Car Pro Series ao longo de 46 anos de história. Até o momento, o Autódromo Victor Borrat Fabini, na cidade uruguaia de El Pinar, havia sido o último local inédito a ser visitado pela categoria, em 2024.

O traçado cuiabano foi projetado seguindo normas esportivas e de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA) e Federação Internacional de Motociclismo (FIA), as duas entidades mundiais do esporte a motor, atendendo assim também aos parâmetros das Confederações Brasileiras de Automobilismo e Motociclismo (CBA e CBM). Com 4.500 metros de extensão no traçado misto e 2.800 no anel externo, a pista completa tem um total de 13 curvas: nove à direita e quatro à esquerda. A reta de largada/chegada possui 670 metros, mas a maior é a reta oposta, com 750.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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