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Governador articula vinda de gigante chinesa de máquinas agrícolas para MT

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O governador Mauro Mendes reforçou, nesta quinta-feira (17/10), a articulação para que Mato Grosso receba uma nova unidade fabril da multinacional chinesa XCMG, referência mundial em máquinas pesadas e agrícolas.

As tratativas ocorreram durante o evento “Brasil Produtivo”, promovido pela Extra Máquinas e pela própria XCMG, no Palácio Tangará, em São Paulo.

“Eles estão analisando a montagem de uma nova fábrica no Brasil de equipamentos para agricultura, e queremos trazê-los para Mato Grosso”, afirmou o governador.

Mauro destacou que Mato Grosso tem se consolidado como um dos principais destinos de investimentos industriais do país.

“Estamos atraindo dezenas de novas indústrias porque criamos um ambiente seguro e favorável: reduzimos impostos, cortamos a burocracia e fizemos a lição de casa na gestão fiscal. Hoje o estado tem obras e ações em todas as áreas”, pontuou.

A XCMG, terceira maior fabricante de máquinas pesadas do mundo, já opera uma fábrica em Pouso Alegre (MG) e anunciou planos de expandir sua atuação com novas linhas de produção, incluindo veículos de nova energia e maquinário agrícola de ponta.

“A China é, hoje, o maior parceiro comercial de Mato Grosso. Cerca de 70% da soja que produzimos tem destino chinês. E queremos transformar essa relação comercial também em industrial, gerando empregos e tecnologia no nosso estado”, completou Mendes.

Na ocasião, o fundador da Extra Máquinas, Pérsio Briante, também anunciou investimentos de R$ 50 milhões na abertura de 12 novas unidades da empresa até 2026, incluindo em Mato Grosso.

O evento contou com a presença de diversas autoridades políticas e empresariais, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, o presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, a deputada estadual de São Paulo, Sheila Kenner, além de representantes de governos estaduais, municipais e entidades empresariais.

Representando a cúpula chinesa, estiveram presentes Le Hanan (presidente da XCMG América do Sul), Tian Don (vice-presidente da XCMG Brasil) e Zan Sichen (presidente do Banco XCMG Brasil).

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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