Mato Grosso
Governador anuncia construção de 404 casas do SER Família Habitação em Nova Marilândia
Mato Grosso
O governador Mauro Mendes anunciou, nesta quinta-feira (11.12), a construção de 404 unidades habitacionais no município de Nova Marilândia, dentro do Residencial Vida Nova.
As moradias serão viabilizadas por meio do SER Família Habitação – Entrada Facilitada, programa conduzido pela primeira-dama Virginia Mendes, que garante subsídio estadual de até R$ 35 mil para que famílias consigam pagar a entrada. Com isso, as demais parcelas ficam mais suaves aos beneficiários por meio do financiamento da Caixa Econômica Federal, via programa Minha Casa Minha Vida.
As obras estão previstas para começar logo após o período de chuvas, entre fevereiro e março, e a expectativa é que a primeira etapa seja entregue ainda em 2026,
“O Governo de Mato Grosso tem hoje um importante e consistente programa de construção de casas populares. Essa ajuda no valor da entrada faz com que o restante financiado tenha parcelas que caibam no bolso da maioria dos trabalhadores. É uma forma de realizar sonho e atrair pessoas para o nosso estado, que precisa de mão de obra”, afirmou.
Mauro também reforçou o impacto econômico e social da iniciativa.
“A construção dessas casas movimenta a mão de obra, gera emprego, fixa famílias e cria condições para o desenvolvimento. Mato Grosso é um estado enorme, com 142 municípios, e é fundamental que as políticas públicas cheguem para todos. Queremos crescer, mas, acima de tudo, desenvolver”, completou.
O prefeito de Nova Marilândia, Jefferson Souto, afirmou que a cidade vive um momento de forte crescimento produtivo, e as novas moradias chegam para potencializar ainda mais esse ciclo.
“Representa uma grande transformação para o nosso município. Somos uma cidade produtiva, com indústrias que geram empregos não só para nossa população, mas para toda a região. E essas 404 casas vêm para equilibrar a economia, fortalecer o comércio, trazer estabilidade social e transformar vidas. A casa muda a realidade de uma família e também muda a cidade”, disse.
Segundo o prefeito, o município já sente os efeitos positivos das parcerias com o Estado.
“O Governo tem nos ajudado muito: escolas, pavimentação, unidade de saúde, e agora esse grande investimento em habitação. Estamos preparados para esse novo momento que Nova Marilândia vai viver”, concluiu.
O presidente da MT Par, Wener Santos, destacou que o subsídio criado para municípios com menos de 30 mil habitantes tem permitido ampliar o alcance do SER Família Habitação.
“Estamos falando de 400 casas em um município de 3.500 habitantes. Isso só é possível porque o programa, liderado pela primeira-dama Virginia Mendes e conduzido pelo governador, foi aperfeiçoado para atender cidades menores. Nova Marilândia está industrializando, precisa de mão de obra e precisa de moradia. Muitas pessoas trabalham aqui, mas moram em cidades vizinhas porque não há residências suficientes”, explicou.
Wener também ressaltou a prática do governo de entregar obras antes do prazo e registrou que mais de 30 mil unidades habitacionais já foram viabilizadas desde 2019.
“Mato Grosso cresce rápido e estamos desafiando as construtoras a entregarem antes. Já tivemos obras entregues um ano e até um ano e meio adiantadas. Em Nova Marilândia, queremos iniciar logo após as chuvas e entregar a primeira etapa até o fim do ano”, afirmou.
O ex-senador e presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, que é empresário na região, destacou a importância dessas casas para beneficiar os trabalhadores da agroindústria.
“Hoje a cidade tem indústrias que trabalham com algodão, peixes, frigorífico de gado, ração e laticínios. Todas sofrem com a falta de mão de obra, sendo que muitos dos funcionários buscam moradia nas cidades de entorno e ficam até 1 hora e meia no transporte para chegar ao trabalho. Assim, as moradias vão trazer mais qualidade de vida para eles e ainda atrair novos trabalhadores e indústrias para região, aumentando as oportunidades”, afirmou.
Também participaram do anúncio: Dom Vital, bispo da Arquidiocese de Cuiabá; e o padre João Paulo Moreira, pároco de Nova Marilândia.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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