Mato Grosso
Feaftur movimenta Barra do Garças com programação voltada ao fortalecimento do campo
Mato Grosso
Barra do Garças será palco, entre os dias 7 e 10 de agosto, da Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur), que reunirá 50 representantes da agricultura de pequena escala de diversas regiões de Mato Grosso. Com investimento de R$ 170 mil da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o evento promete impulsionar negócios, valorizar saberes do campo e fortalecer políticas públicas voltadas ao setor.
A abertura oficial será nesta quinta-feira (7.8), às 8h, no auditório do Centro Cultural Valdon Varjão, com a presença de lideranças ligadas ao setor nos âmbitos estadual e municipal, representantes de municípios vizinhos e entidades ligadas à agropecuária. No mesmo local, ocorre o Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural Portal do Araguaia e Médio Araguaia, em paralelo ao 1º Encontro dos Conselhos de Alimentação Escolar da Região do Vale do Araguaia.
A partir das 18h, a feira será aberta ao público no estacionamento do Porto do Baé, ao lado da Arena. Produtos como queijos artesanais, doces, panificados, mel, hortaliças, garrafadas, artesanato e itens do extrativismo local estarão à disposição da população, diretamente das mãos de quem planta, produz e transforma.
O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, marcará presença na abertura da feira e destaca a importância da iniciativa para os produtores da agricultura familiar. “O Fórum é uma estratégia de planejamento da Empaer em Mato Grosso que envolve as nove gestões territoriais. Ele busca pensar o desenvolvimento local não apenas sob a perspectiva de cada município, mas sim como território, considerando logística, integração de serviços e cadeias de valor de forma articulada”, destaca.
A Feaftur Itinerante, que também começa em Cáceres a partir desta quarta (6), é uma inovação nas discussões sobre as políticas públicas e ações técnicas voltada aos produtores de pequena escala. “Uma inovação para a formulação de políticas públicas, construída de forma democrática com gestores, planejadores e entes políticos diretamente envolvidos no desenvolvimento regional do Estado. É também uma oportunidade de aproximar gestores do público-alvo da agricultura familiar e, juntos, construir soluções de forma participativa com os principais atores que fazem a agricultura de pequena escala em Mato Grosso”, frisa Suelme.
A programação técnica do Fórum das Cadeias de Valor contará com temas de grande relevância para o setor, como: “Produtores de Sucesso na Cadeia Produtiva”, “A Mulher Rural”, “Jovem Rural” e “Sucessão Familiar”, “Cooperativismo e Turismo Rural”, “Crédito e acesso ao Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf)”, “Cadastro da Agricultura Familiar (CAF)” e “Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)
Esta é a segunda edição da Feaftur em Barra do Garças. A primeira ocorreu durante a 38ª Expoleste, em 2023, e consolidou-se como espaço estratégico de fortalecimento da agricultura familiar na região do Araguaia.
No sábado (10) e no domingo (11), a feira será realizada a partir das 16h, no mesmo local.
Cronograma
– Feira da Agricultura Familiar e do Turismo Rural (Feaftur)
Data: de 7 a 10/8
Horário: a partir das 18h
Local: estacionamento do Porto do Baé (ao lado da Arena)
– Fórum da Cadeia de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural do Portal do Araguaia e Médio Araguaia
Data: de 7 a 8/8
Horário: das 8h às 18h
Local: Centro Cultural Valdon Varjão
– 1º Encontro dos Conselhos de Alimentação Escolar da Região do Vale do Araguaia
Data: de 7 a 8/8
Horário: das 8h às 18h
Local: Centro Cultural Valdon Varjão
Entrevista
O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, estará disponível para atender à imprensa a partir desta quarta (6), ou nos intervalos dos compromissos institucionais até domingo (10). Para mais informações, entre em contato pelos números (65) 99981-0839 (falar com Andréa) ou (65) 99699-1110 (falar com Eliane Londero).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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