Mato Grosso
Estudantes selecionados para intercâmbio compartilham expectativas para viagem a Inglaterra
Mato Grosso
Com o embarque se aproximando, os estudantes da rede estadual de ensino selecionados para a 3ª edição do Programa MT no Mundo compartilham suas expectativas para a experiência de intercâmbio em um país de língua inglesa.
O programa criado pela Secretaria de Educação (Seduc), contempla 100 alunos com todas as despesas pagas pelo Governo do Estado. Entre os selecionados está Aquiles França do Nascimento, de 16 anos, estudante do 1º Ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Dione Augusta, em Cuiabá.
“Estou super feliz por essa conquista. Viajar para outro país é um sonho de muita gente. Sem dúvida, será uma experiência incrível e algo muito importante para o meu currículo”, afirma Aquiles.
Também entusiasmado, está Pedro Guilherme de Paula Gambetta, de 18 anos, aluno do 3º ano da Escola Estadual Júlio Strübing Muller, em Várzea Grande. “Já viajei de avião, mas nunca para fora do país. Estou com aquele friozinho na barriga, mas muito animado”, disse.
Para Pedro, praticar o inglês, conhecer uma nova cultura e aproveitar cada segundo será uma experiência incrível. “Quero mostrar o lado acolhedor do povo mato-grossense e apresentar nossas comidas típicas e belezas naturais como o Pantanal e a Chapada dos Guimarães”, conta, animado.
Em Guarantã do Norte, o estudante indígena Perakopri Panará, de 15 anos, que cursa o 1º Ano na Escola Estadual Albert Einstein, também vê o intercâmbio como uma grande oportunidade de troca cultural.
“Será minha primeira vez em um avião e fora do Brasil. Quero viver essa experiência e entender como as pessoas se comunicam e vivem na Inglaterra. Também quero levar um pouco da cultura do meu povo e trazer novos aprendizados para minha comunidade e colegas de escola”, diz, com orgulho.
A terceira edição do programa MT no Mundo soma mais de R$ 16 milhões em investimentos. Os estudantes vão participar de um curso com 30 aulas semanais, com material didático incluso, teste de nivelamento e certificado de conclusão.
Além disso, o programa cobre todos os custos com passagens, hospedagem, alimentação, chip de internet, cartão de transporte, emissão de documentos e seguro.
A iniciativa faz parte da Política Educacional de Línguas Estrangeiras, integrada ao Plano Educação 10 Anos, que visa posicionar Mato Grosso entre os cinco melhores sistemas educacionais do país até 2026.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o programa é uma ferramenta de transformação de vida. “O intercâmbio proporciona aos nossos estudantes não apenas o aprendizado da língua, mas a vivência de novas culturas, o desenvolvimento pessoal e a ampliação de horizontes. Estamos formando cidadãos globais a partir da escola pública mato-grossense”.
A data de embarque dos estudantes deve ser anunciada nos próximos dias pela Seduc.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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