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Estado distribui quase 280 mil cestas e reforça a segurança alimentar em Mato Grosso em 2025

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Movido por histórias de gratidão, esperança e superação, o Programa SER Família Solidário leva alimento e dignidade a milhares de lares em Mato Grosso. Idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, a iniciativa garantiu segurança alimentar a famílias em situação de vulnerabilidade social, com a entrega de 279.770 cestas de alimentos, em 2025, acompanhadas de kits de higiene e limpeza, alcançando comunidades urbanas, rurais, indígenas e regiões de difícil acesso em todas as regiões do Estado.

A ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) e tem como objetivo assegurar alimento de qualidade, dignidade e acolhimento às famílias que enfrentam insegurança alimentar.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

Moradora da comunidade Perigara, no Pantanal mato-grossense, Nilma Maria Martins, de 70 anos, destacou a importância da iniciativa para quem vive em áreas isoladas.

“Essa ajuda chega como uma bênção para nós que moramos aqui no Pantanal. O acesso é muito difícil e, em alguns períodos, nem conseguimos sair para buscar mantimentos. Receber essa cesta faz toda a diferença e traz um alívio muito grande. Só temos gratidão por esse cuidado com a nossa comunidade”, afirmou emocionada.

Idealizadora do programa, a primeira-dama Virginia Mendes ressaltou que o SER Família Solidário vai além da entrega de alimentos e representa um compromisso permanente com o cuidado social.

“O SER Família Solidário nasceu com o propósito de cuidar das pessoas, especialmente daquelas que mais precisam. Em 2025, conseguimos chegar a centenas de milhares de famílias, levando alimento, higiene e, acima de tudo, respeito e dignidade. Nosso compromisso é garantir segurança alimentar e estar presente, inclusive nas regiões mais distantes e de difícil acesso do nosso estado”, destacou.


A iniciativa também impactou famílias que vivem em distritos afastados dos centros urbanos. Tallya Letticia dos Santos Lopes, moradora do Distrito Colorado do Norte, em Nova Canaã do Norte, participou da ação pela primeira vez e ressaltou os benefícios do programa.

“Foi tudo muito importante, principalmente por trazerem esse atendimento até quem mora longe da cidade. A cesta básica, junto com o kit de higiene, ajudou muito, porque nem sempre conseguimos comprar tudo o que precisamos. Foi uma grande ajuda para a nossa comunidade”, relatou.

No município de Canarana, o mutirão do Programa SER Família Solidário também mobilizou moradores durante a entrega de cestas de alimentos. Rafaela Alves, moradora do bairro União, participou da ação acompanhada das duas filhas e destacou a importância da iniciativa para as famílias atendidas.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“A cesta ajuda muito, porque hoje tudo está caro. Essa ação traz alívio e esperança para quem está passando por dificuldades, além do cuidado com as crianças, que também receberam atenção especial”, afirmou.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, enfatizou o alcance da ação e o trabalho conjunto entre Estado e municípios.

“Somente em 2025, o Governo de Mato Grosso, por meio do Programa SER Família Solidário, entregou quase 280 mil cestas de alimentos, com kits de higiene e limpeza, garantindo segurança alimentar para milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social. Esse resultado é fruto de uma gestão integrada, com o apoio dos municípios, dos CRAS e das equipes da Setasc, que atuam diariamente para que o programa chegue a quem realmente precisa”, afirmou.


Mais do que ofertar alimentos, o SER Família Solidário promove dignidade e contribui para a redução da insegurança alimentar no Estado. A distribuição das cestas fortalece o sustento dos lares atendidos, garantindo alimentação adequada e de qualidade para famílias que enfrentam dificuldades sociais e econômicas.

O SER Família Solidário integra o conjunto de políticas públicas do Programa SER Família, cuja sigla representa Superação, Esperança e Respeito, reafirmando o compromisso do Governo de Mato Grosso com a promoção da cidadania, da inclusão social e do cuidado com a população mais vulnerável.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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