Mato Grosso
Empreendimento do SER Família Habitação ganha “Oscar” do setor imobiliário no Brasil
Mato Grosso
Um empreendimento do programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, foi destaque no Prêmio Master Imobiliário 2025, o mais importante reconhecimento do setor no Brasil, considerado o “Oscar da Habitação”. Vencedor na categoria Habitação Econômica, o Parque do Cerrado está sendo construído na região do Coxipó, com 1.036 casas distribuídas em três residenciais — Ipê, Guará e Jatobá. A previsão é que as unidades sejam entregues aos novos moradores no próximo mês.
Promovido pela Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (FIABCI-Brasil) e pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o prêmio foi entregue nesta terça-feira (30.9). O objetivo é reconhecer obras de destaque pela excelência, inovação e por se configurarem como referências e novas tendências de mercado.
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o programa está se expandido pelo Estado e levando esperança para as famílias. “Fico com meu coração em festa ao ver que o trabalho do Governo de Mato Grosso é reconhecido. Aqui, seguimos com fé e muito trabalho para que novas casas sejam entregues e novos sonhos sejam realizados”, afirmou.
O presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos, afirma que o resultado consolida um momento em que Mato Grosso vive um aquecimento no setor de habitação popular, graças ao programa SER Família Habitação, que já beneficiou cerca de 13,5 mil famílias com subsídios. A empresa é responsável por operacionalizar a modalidade Entrada Facilitada.
“Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o programa está atendendo muitas famílias trabalhadoras que sonhavam em ter a casa própria, mas não conseguiam juntar o dinheiro da entrada. Agora, elas conseguem ter acesso ao imóvel e, ao final, pagam bem menos que um aluguel”, explica.
Como consequência do sucesso do programa, o mercado imobiliário também se fortalece, já que muitas famílias que, antes, deixavam de fechar negócio com as empresas veem no subsídio a oportunidade de realizar o sonho da casa própria.
“É importante para os cidadãos e também para as empresas. O resultado está aí: no caso do empreendimento premiado, da construtora Pacaembu, todas as unidades foram vendidas e, já no próximo mês, mais de mil famílias estarão com as chaves nas mãos”, destaca Santos.
Na modalidade Entrada Facilitada, a família pode receber um auxílio de até R$ 35 mil para ser aplicado na entrada do imóvel. Esse valor ainda pode ser acrescido dos programas municipais de habitação — quando a prefeitura doa o terreno — e também dos benefícios do Governo Federal, como os referentes ao uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A Caixa Econômica Federal é parceira do programa.
SER Família Habitação
O programa SER Família Habitação já concedeu subsídio a mais de 13,5 mil famílias em Mato Grosso. Atualmente, cerca de 112 dos 142 municípios são atendidos por alguma das modalidades do programa, entre elas o Faixa 0, o FAR e a Entrada Facilitada.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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