Mato Grosso
Corpo de Bombeiros apresenta sistema Fireloc a unidades hospitalares de Cuiabá e Várzea Grande
Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) apresentou, na quinta-feira (8.1), o serviço Fireloc a representantes de unidades hospitalares dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, com o objetivo de fortalecer a prevenção, reduzir custos e diminuir o tempo de resposta a incêndios em estabelecimentos de saúde.
Durante a reunião, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, detalhou o funcionamento do Fireloc, um sistema de alerta automático que integra as centrais de alarme das edificações às centrais operacionais do CBMMT e ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). A ferramenta possibilita o envio imediato de informações, como a localização exata da ocorrência e dados técnicos da edificação, agilizando o atendimento em situações de emergência.
Na apresentação, foi destacada a importância da adesão ao sistema por unidades hospitalares, consideradas edificações de risco específico em razão do grande fluxo de pessoas e da presença de pacientes com mobilidade reduzida. Com o Fireloc, o acionamento das equipes ocorre de forma automática, contribuindo para a redução do tempo de resposta e o aumento da segurança.
O comandante-geral ressaltou os riscos inerentes aos estabelecimentos de saúde e a relevância da adoção de tecnologias voltadas à prevenção.
“Os hospitais são ambientes extremamente sensíveis, não apenas pela manipulação de produtos perigosos, como o oxigênio, mas principalmente pela dificuldade de evacuação de pacientes, o que potencializa significativamente o risco em caso de uma grande emergência”, destacou Glêdson.
O assessor técnico do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), tenente BM Leandro Alves, também enfatizou o caráter inovador e o impacto da iniciativa nos cenários nacional e internacional.
“Mato Grosso se torna pioneiro na América Latina ao implantar um sistema de monitoramento e despacho automático, alinhado às melhores práticas internacionais”, afirmou.
O gerente de operações do Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá, Luciano de Quadros, destacou a relevância da iniciativa para o setor da saúde.
“Nossa unidade reconhece a importância da iniciativa do Corpo de Bombeiros e do Estado. A solução apresentada traz mais agilidade no combate a incêndios, reforça a segurança e demonstra que o tempo de resposta é fundamental para salvar vidas”, afirmou.
A secretária-adjunta de Assistência Hospitalar, Erika Carvalho, também manifestou expectativa positiva em relação à adesão ao serviço Fireloc e ressaltou a importância da iniciativa para a proteção dos pacientes.
“Nós estamos ansiosos para aderir, pois precisamos ter essa visão de proteção, especialmente em relação aos pacientes, e esse novo projeto vem justamente para fortalecer essa segurança no município”, declarou.
O sistema Fireloc integra o conjunto de iniciativas lançadas pelo Governo de Mato Grosso, por meio do CBMMT, voltadas à modernização da prevenção e da resposta a incêndios urbanos. A apresentação do serviço às unidades hospitalares reforça o compromisso da corporação com a inovação tecnológica, a eficiência operacional e a proteção da vida, do patrimônio e do meio ambiente.
*Sob supervisão de Hannah Marques
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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