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Colher e Plantar semeia dignidade e segurança alimentar em aldeias

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Plantar uma árvore é um gesto simples, mas em Campinápolis ele ganhou significado profundo. Isso porque, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do projeto Plantar e Colher, une produção, cuidado ambiental e compromisso social, alcançando toda a extensão do município — das áreas urbanas e rurais às comunidades indígenas com a distribuição de mudas.O projeto é desenvolvido em parceria com o município, o Sindicato Rural, o Senar e instituições do Sistema S, e, nesta semana, várias mudas foram distribuídas e plantadas nas aldeias da Terra Indígena Parabubure, durante a segunda Ouvidoria Itinerante Edição Xavante.A iniciativa nasce com a implantação de um viveiro-escola no Sindicato Rural de Campinápolis, que abastece o município com mudas frutíferas e nativas. E durante as ações da Ouvidoria Itinerante, foram distribuídas mudas de caju, goiaba e outras espécies frutíferas.“Dentro das comunidades indígenas, o plantio de árvores frutíferas significa mais do que produção. Significa alimento no futuro, dignidade e segurança para famílias que ainda convivem com a insegurança alimentar”, destacou o promotor de Justiça de Campinápolis Fabrício Mereb.Os recursos que tornam o projeto realidade vêm do Banco de Projetos do Ministério Público (Bapre), a partir de acordos ambientais firmados pela Promotoria de Justiça no município. O investimento é de aproximadamente R$ 500 mil, valor que retorna diretamente à sociedade na forma de educação ambiental, produção sustentável e melhoria da qualidade de vida.“Esse projeto mostra que o Ministério Público não atua só nos processos, mas também cuidando da vida, das pessoas e do amanhã”, destacou a a ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos.Na aldeia, sob a orientação do professor de agroecologia Orivaldo Tseredi, alunos aprenderam na prática a importância de cuidar do meio ambiente. Ele orientou crianças e adolescente quanto ao cultivo e os cuidados com as mudas. Analice Luciano Nunes Rocha, coordenadora do Projeto e gerente do Sindicato Rural de Campinápolis agradeceu ao MPMT pelos recursos.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas

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A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.

O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.

As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.

Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.

Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.

Muito antes da violência

Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.

“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.

Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.

Integração para prevenir

O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.

“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”

Cenário nacional

O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.

Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.

Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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