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CISVARC reforça pedido de construção do Hospital Regional para Baixada Cuiabana

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O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (VARC) realizou, ontem (9), a última Assembleia Geral de 2025. O encontro, realizado no Hotel Hits, reuniu a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), os gestores do Consórcio, além dos prefeitos de Poconé, de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Nobres, Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia e Planalto da Serra.

Durante a assembleia, os gestores apresentaram a prestação de contas, revisaram as ações executadas ao longo do ano e encaminharam novas propostas para fortalecer o atendimento à saúde nos municípios consorciados.

O ponto alto do encontro foi o pedido conjunto de prefeitos da Baixada Cuiabana para que o Consórcio articule junto ao governo do Estado a construção de um Hospital Regional da Baixada Cuiabana, que seria construído em Várzea Grande.

A proposta foi amplamente debatida e recebeu apoio da prefeita Flávia Moretti, que destacou a relevância do investimento, mas pontuou a necessidade de planejamento e pactuação adequada, considerando que o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande é atualmente o único de portas abertas na Baixada, absorvendo grande parte da demanda regional.

Flávia também ressaltou que a “participação do Município no Consórcio tem sido estratégica, sobretudo para redução de custos na aquisição de medicamentos, insumos e ampliação da oferta de serviços especializados”, disse.

O subsecretário e do CISVARC, Neurilan Fraga, reforçou que encerrar o ano com saldo positivo, após assumir o Consórcio em fevereiro, demonstra a eficácia da gestão compartilhada. Ele destacou que a adesão de Várzea Grande impulsionou outros municípios a participarem, fortalecendo a capacidade coletiva de contratação de serviços e insumos.

MAIS SERVIÇOS À POPULAÇÃO – A assembleia também trouxe a participação do assessor de saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Hozano Delgado, que acompanha de perto as ações do CISVARC. Ele ressaltou que a entrada de Várzea Grande no Consórcio permitiu ao Município ofertar serviços que antes não existiam na rede local, ampliando o acesso da população a exames e cirurgias de média e alta complexidade.

Entre os exemplos dessa expansão: Várzea Grande passou a ofertar cirurgias otorrinolaringológicas, além de exames como mamografia e avaliação de próstata, que antes não eram realizados pelo Município. Hozano destacou ainda o avanço em procedimentos como cirurgias bariátricas, de vesícula e laqueaduras, serviços que hoje podem ser ofertados de maneira mais ágil e organizada graças ao fortalecimento das tratativas consorciadas.

Para Hozano, “a adesão ao Consórcio ampliou a capacidade do Município de cuidar da população, garantindo serviços essenciais e especializados que antes dependiam exclusivamente de filas estaduais ou encaminhamentos externos”.

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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