Mato Grosso
Ciopaer e Bombeiros resgatam vítima perdida há três dias na Floresta Amazônica
Mato Grosso
Uma operação do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Corpo de Bombeiros, resgatou na tarde desta quarta-feira (10.2) um jovem, de 28 anos, que estava perdido há três dias na floresta da Serra da Morena em Juína (735 km de Cuiabá).
A operação mobilizou 12 homens das forças de segurança por cerca de 48 horas, sendo quatro Bombeiros Militares e nove operadores do Ciopaer, além de um indígena da etnia Cinta Larga.
A 14ª Companhia Independente de Bombeiros Militar recebeu a ocorrência na terça-feira (9) e solicitou apoio do Ciopaer, em razão do difícil acesso à região, caracterizada por terreno montanhoso e área de Floresta Amazônica, além da grande distância a ser percorrida no interior da mata.
Equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram incursão via terrestre para localização da vítima com ajuda de um indígena. Devido às condições climáticas, não foi possível fazer resgate aéreo no mesmo dia.
Diante do estado debilitado da vítima, na manhã do dia seguinte, uma aeronave lançou kits de sobrevivência com alimentos, água e itens de aquecimento. À tarde, com a melhora das condições climáticas, as equipes conseguiram realizar o resgate
Após o resgate, o jovem, morador de Cuiabá, foi encaminhado até de Juína onde recebeu atendimento médico e foi acompanhado pela família.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.
Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.
“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.
Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.-
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