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Cine Teatro Cuiabá recebe evento de Dança com mais de 150 bailarinos de várias regiões do Estado

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O Cine Teatro Cuiabá recebe a 2º edição do Cuiabá em Dança, evento que reúne apresentações, premiações, cursos e outras atrações, neste sábado e domingo (6 e 7.9).

Realizado no equipamento cultural da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), o evento reunirá mais de 150 bailarinos de diferentes cidades de Mato Grosso, entre elas, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Sinop, Peixoto de Azevedo e São José do Rio Claro. Projetos Sociais da baixada cuiabana, como o Instituto Casarão das Artes também participam.

O valor do ingresso para o público acompanhar as apresentações é de R$ 20 e um litro de leite, ou alimento não perecível. As vendas estão ocorrendo na Sympla

As mostras de dança ocorrem no sábado (6), às 17h, e no domingo (7), a partir das 16h. No domingo (7), às 17h30, acontece a cerimônia de premiação com mais de 60 prêmios, entre eles, bolsas, troféus, medalhas, brindes e indicações para festivais nacionais e internacionais.

Um dos momentos mais simbólicos será a entrega do Prêmio Paulo Medina de Dança e Arte, em homenagem ao bailarino e coreógrafo Paulo Medina. Figura fundamental para a dança contemporânea em Mato Grosso, Medina fundou a Cia. Vôo Livre de Dança e deixou um legado marcado pela inclusão social, experimentação cênica e crítica cultural.

Além das apresentações, o festival oferece cursos de Ballet Clássico, Jazz e Danças Urbanas, ministrados por nomes de destaque da dança nacional, no sábado e domingo (6 e 7.9), a partir das 8h.

Estão confirmados os profissionais de São Paulo, Johnny Almeida, pertencente a Escola Bolshoi, Lucas Maias, do Grupo Raça e que fez parte da direção de movimentos em grandes musicais e Douglas Rocha, referência das Danças Urbanas.

Ainda há vagas para as turmas avançadas do Ballet e do Jazz, e também para as Danças Urbanas, que apresenta uma turma única, unindo intermediário e avançado. O valor de cada curso varia de R$ 100 até R$380. Interessados devem se inscrever aqui

Criado em 2024, o Rebuliço Cultural tem como missão valorizar e apoiar a arte local, fortalecendo a cultura de Mato Grosso e consolidando a capital como polo artístico. O projeto é idealizado pelos artistas, Luiz Carlos Bezerra, Anna Flávia Alcantara e Rafaela Gil.

Confira o cronograma das atividades:

Sexta-feira (5.9) – credenciamento dos bailarinos
Sábado e domingo (6 e 7.9), a partir das 8h – Cursos de dança
Sábado (6.9), às 17h – Mostra comentada de dança aberta ao público
Domingo (7.9), às 16h – Mostra comentada de dança aberta ao público
Domingo (7.9), às 17h30 – Cerimônia de premiações

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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