Mato Grosso

Chuva forte mobiliza Corpo de Bombeiros em Campo Verde e Sinop

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Mato Grosso

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi mobilizado para atender diversas ocorrências causadas por um temporal que atingiu os municípios de Campo Verde e de Sinop nesta quarta-feira (24.9). A chuva, acompanhada de ventos fortes, provocou a queda de árvores e acidentes de trânsito.

Em Campo Verde, a equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta das 16h20 para atender a uma ocorrência na BR-070, na região do Rio das Mortes, zona rural do município.

No local, foram encontradas várias árvores caídas sobre a pista, obstruindo o tráfego de veículos. A área afetada se estendia desde a ponte até as proximidades de uma fazenda, comprometendo o fluxo normal da rodovia.

Os bombeiros estabeleceram um perímetro de segurança e, em seguida, iniciaram os trabalhos de desobstrução, utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), motosserras e facões.

Após a completa remoção dos troncos e galhos, e confirmada a ausência de novos riscos aos usuários da via, a rodovia foi liberada e o tráfego, normalizado.

Já em Sinop, a equipe do 4º Batalhão Bombeiro Militar (4º BBM) atendeu a seis ocorrências entre as 18h e a meia-noite, sendo três relacionadas à chuva e aos ventos fortes, duas quedas de árvore e um acidente de trânsito.

O acidente envolveu um motociclista e um veículo de passeio. Os bombeiros foram acionados por volta das 19h e, ao chegarem ao local, encontraram o motociclista caído ao solo.

Imediatamente, foram realizados os procedimentos necessários para controle de hemorragia e imobilização. Após a estabilização, a vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Sinop. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

Orientações sobre cuidados durante as chuvas

Com a chegada das primeiras chuvas da temporada, aumentam os riscos de acidentes de trânsito, choques elétricos e quedas de árvores. Nesse cenário, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) ressalta a importância de adotar medidas preventivas para garantir a segurança da população.

Veja mais: Corpo de Bombeiros orienta sobre cuidados essenciais durante as chuvas da temporada

*Sob supervisão da SD Karine Miranda

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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