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Cerca de 20 mil estudantes participam do 1º dia da Expo Estudantil 2025

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Cerca de 20 mil estudantes de diversas escolas de todo o estado de Mato Grosso participaram, na tarde desta terça-feira (26.8), do 1° dia da Expo Estudantil 2025, na Arena Pantanal, em Cuiabá. O evento, que acontece até esta quarta-feira (27), promete ser uma vitrine de conhecimento, inovação e oportunidades para os jovens.

Com o tema “O futuro é agora”, a exposição realizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), em parceria com o Sebrae, reúne estandes, brindes e painéis com oportunidades de cursos profissionalizantes e outras informações para o futuro dos estudantes.

A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades, como o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e o diretor de administração e finanças do Sebrae em Mato Grosso, Roberto Dahmer, que ressaltaram a importância da iniciativa para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes.

Christiano Antonucci - Secom - MT
Christiano Antonucci – Secom – MT

“Vocês estudantes podem ser o que quiser, só depende de vocês, do esforço e dedicação que vai te levar longe. A educação é o caminho, a educação é o futuro e a educação é agora, porque vocês estão dentro de sala de aula e é hoje que tem que sonhar com a carreira profissional. Então, aproveite esse dia, essa oportunidade que vocês estão tendo aqui”, disse o secretário.

Roberto Dahmer concordou dizendo aos estudantes aproveitarem as palestras e o que evento proporciona. “Pessoal, contem com o Sebrae, a gente tem muito a oferecer com profissionalismo no futuro para vocês. Estamos cada ano avançando e pensando em um futuro melhor para os jovens”, disse.

No evento, os estudantes ouviram várias palestras, como da empreendedora social, Bia Martins, e do ex-jogador de basquete e deputado federal, Douglas Viegas, mais conhecido como Poderosíssimo Ninja.

“Foi um prazer estar aqui e palestrar para 20 mil estudantes. Quando me falaram que iria ser Arena Pantanal, eu fiquei muito deslumbrada com o convite. Eu espero que eu tenha conseguido levar algo positivo na vida desses jovens”, concluiu Bia Martins.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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