Mato Grosso
Alunos e professores de ETECs destacam troca de experiências durante 5ª Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica
Mato Grosso
Servidores da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), alunos e professores das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) participaram da 5ª Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica (SNEPT), entre os dias 7 a 9 de outubro, na Arena BRB Mané Garrincha em Brasília.
Com o tema “Juventudes que inovam, Brasil que avança”, a iniciativa busca integrar, divulgar, fortalecer e valorizar a educação profissional e tecnológica, promovendo seu reconhecimento social e aumentando sua atratividade entre jovens e trabalhadores.
A comitiva de Mato Grosso apresentou três projetos durante o evento, sendo eles: EcoChain: Reutilizar é Progredir – ETEC Lucas do Rio Verde; IA como inovação no auxílio de serviços públicos – ETEC Primavera do Leste; Celulose como fonte para partículas fotoluminescentes à base carbono – ETEC Campo Verde; e AgroShield: Alarme de incêndio para máquinas agrícolas – ETEC Rondonópolis.
O professor Fabiano Keiji, da ETEC de Rondonópolis, explicou que o evento coloca os alunos para vivenciar os ensinamentos na prática, na forma de apresentação de trabalho. “Esperamos levar na volta para a escola toda essa experiência e fazer com que ela se propague para incentivar outros alunos a participarem de eventos como este”, completou.
Segundo o professor da ETEC de Primavera do Leste, Rômulo Rodrigues, a experiência foi enriquecedora tanto para os alunos quanto para os docentes. “Além deles poderem expor os trabalhos e incentivado a interação com os outros adolescentes e o público em geral o que também acaba proporcionando uma visão geral de como está sendo feita a educação no Brasil”, destacou o professor.
Já o estudante do técnico em Logística da ETEC de Lucas do Rio Verde, Erick Tavares, também teve a oportunidade de apresentar o projeto EcoChain – Reutilizar é Progredir.
“Várias pessoas passaram pelo meu estande e fizeram perguntas que eu tive que saber responder e isso clareou a minha mente. Ver os projetos dos outros também te dá uma nova perspectiva, faz você pensar de um jeito diferente e acaba mudando a sua mente”, afirmou Erick.
Para o professor Mário Rodrigo, da ETEC de Campo Verde, a viagem além de muito proveitosa serviu de aprendizado. “Eu obtive aqui a experiência de trazer um aluno do 1º ano do Ensino Médio e mostrar para ele como é um evento científico. Foi muito satisfatório com grandes aprendizados, principalmente para eu que venho da parte da ciência básica e vi resultados sendo realmente aplicados”, disse Mário.
Semana Nacional da Educação Profissional
A Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica é uma realização do Ministério da Educação (MEC) por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). Em 2025, o evento ocorreu juntamente com o Festival Internacional de Inovação e Sustentabilidade da Indústria – Curicaca, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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