Mato Grosso
Acadêmicos de Direito visitam TCE-MT por meio do projeto TCEstudantil
Mato Grosso
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| O TCE-MT abriu as portas para acadêmicos do curso de Direito da Unic Beira Rio. Clique aqui para ampliar |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) recebeu, nesta terça-feira (16), acadêmicos do curso de Direito da Unic Beira Rio para mais uma edição do projeto TCEstudantil. A iniciativa integra a estratégia institucional da atual gestão, presidida pelo conselheiro Sérgio Ricardo, para aproximar a sociedade do órgão de controle e incluir futuros juristas no dia a dia da instituição.
Durante a visita, servidores apresentaram a estrutura e as funções do TCE-MT e do Ministério Público de Contas (MPC), destacando seu papel na fiscalização dos recursos públicos e na promoção da transparência. O auditor público externo Denisvaldo Mendes Ramos classificou a experiência como gratificante.
“É muito prazeroso apresentar o Tribunal de Contas aos futuros colegas que ali estão hoje e às vezes não conhecem o Tribunal, qual é a sua função fiscalizatória ou sua função social. Explicar para eles que nós temos um papel constitucional e uma missão social, isso é muito importante e prazeroso”, afirmou Ramos.
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| O auditor público externo Denisvaldo Mendes Ramos ressaltou a relevância do conteúdo compartilhado. |
Servidor da Secretaria Geral de Controle Externo (Segecex), Denisvaldo também ressaltou a relevância do conteúdo compartilhado. “É gratificante porque a gente consegue falar com propriedade sobre os diversos trabalhos já prestados, colocando os alunos a par dos principais problemas que eles vivenciam como cidadãos. E quando trazemos para eles situações em que já tiveram contato com nossas ações, isso torna mais fácil as explicações sobre o papel que exercemos”, completou.
Para o professor de Direito da Unic Carlos Eduardo Guerra, que acompanhou os alunos, a aproximação com o Tribunal é essencial para a formação acadêmica. “O Tribunal de Contas é um órgão de controle por excelência, vital para a democracia estadual que trabalha diariamente para manter a probidade administrativa e os bons costumes nos usos do erário”, avaliou.
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Após as palestras, alunos conheceram as instalações do TCE, como o Plenário e a Galeria de Presidentes. Clique aqui para ampliar |
O docente acrescentou que os temas abordados nas palestras foram relevantes para a prática jurídica. “Entre os assuntos, vimos atuações de direito tributário, mas majoritariamente atuações no direito administrativo. Sem sombra de dúvida, é um nicho que tem muito a ser explorado”, destacou Guerra.
A estudante Denize de Lima Matos avaliou a experiência como enriquecedora para a formação acadêmica e profissional. “Para nós, é uma experiência incrível estar aqui. Nem todo mundo tem essa oportunidade de entender como o TCE funciona, de ter contato com os servidores, além da experiência em si. Isso enriquece muito o nosso currículo acadêmico e nossa vida profissional, proporcionando vivências para que possamos definir no futuro em qual área temos propensão para atuar”, disse.
A acadêmica ainda reforçou que a visita ampliou sua compreensão sobre o papel do órgão para a sociedade. “Quando a gente tem entendimento em relação à função do Tribunal, enquanto população e pessoa física, a gente acaba abrindo o leque sobre o que o Tribunal oferece e proporciona”, concluiu.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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