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Palmeiras vence River Plate e conquista vitória crucial em Buenos Aires
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O Palmeiras deu um passo importante rumo às semifinais da Copa Libertadores ao vencer o River Plate por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, no Estádio Monumental Más. Em um duelo intenso válido pela partida de ida das quartas de final, o Verdão mostrou sua força e eficiência, encerrando uma sequência de 12 jogos de invencibilidade dos “Millonarios” e mantendo seu aproveitamento perfeito na atual edição do torneio continental.
Os gols alviverdes foram marcados por Gustavo Gómez e Vitor Roque ainda no primeiro tempo, colocando o time brasileiro em uma posição confortável. Já na reta final da partida, Quarta descontou para a equipe argentina, dando um sopro de esperança para a volta.
Início Avassalador e Gols no Primeiro Tempo
O Palmeiras começou a partida com uma postura ofensiva, buscando controlar a posse de bola e envolver o adversário. A estratégia surtiu efeito rapidamente. Logo aos 8 minutos, após cobrança de escanteio de Andreas Pereira, o zagueiro Gustavo Gómez subiu mais alto que a defesa e cabeceou com precisão, abrindo o placar para o Alviverde.
A equipe brasileira seguiu pressionando e criando boas chances. Khellven e Andreas Pereira, em cobranças de falta e escanteios, assustaram o goleiro Armani. Aos 40 minutos, o Palmeiras ampliou sua vantagem. Flaco López recebeu de Andreas e fez um passe em profundidade milimétrico para Vitor Roque, que avançou e finalizou na saída de Armani, fazendo 2 a 0 e levando uma vantagem considerável para o intervalo.
Pressão Argentina, VAR e Gol no Final
Na segunda etapa, o River Plate retornou com uma postura mais agressiva, buscando reagir no confronto. O time argentino tentou pressionar, mas encontrou uma defesa palmeirense bem postada e um Weverton seguro, que realizou boas intervenções. Um momento de grande tensão ocorreu aos 35 minutos, quando o árbitro foi acionado pelo VAR para analisar um possível pênalti de Weverton em Montiel. Contudo, após a revisão, a arbitragem anulou a marcação por impedimento prévio de um jogador do River.
Apesar da resiliência do Palmeiras, o River Plate conseguiu diminuir o placar nos minutos finais. Aos 43, Quarta recebeu a bola perto da entrada da área e chutou forte. A bola desviou em Emiliano Martínez e enganou Weverton, morrendo no fundo das redes. O gol reacendeu a torcida local e motivou uma pressão final dos argentinos, mas o Verdão conseguiu segurar o resultado e garantir a importante vitória fora de casa.
Decisão no Allianz Parque
Com a vantagem do 2 a 1, o Palmeiras leva a decisão da vaga para o Allianz Parque. O jogo de volta será na próxima quarta-feira (25), às 21h30 (de Brasília). O classificado enfrentará o vencedor do duelo entre LDU e São Paulo nas semifinais.
Antes do confronto decisivo pela Libertadores, ambas as equipes terão compromissos por seus respectivos campeonatos nacionais no sábado:
- River Plate: Enfrenta o Atlético Tucumán às 21h15 (de Brasília) no Estádio Monumental José Fierro, pelo Campeonato Argentino.
- Palmeiras: Recebe o Fortaleza às 21 horas (de Brasília) no Allianz Parque, pela 24ª rodada do Brasileirão.
FICHA TÉCNICA
RIVER PLATE 1X2 PALMEIRAS
Local: Estádio Más Monumental, em Buenos Aires (ARG)
Data: 17/09/2025
Hora: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Jesus Valenzuela (VEN)
Assistentes: Jorge Urrego (VEN) e Tulio Moreno (VEN)
VAR: Juan Soto (VEN)
Cartões amarelos: Díaz, Acuña, Rivero, Montiel (River Plate); Lucas Evangelista, Aníbal Moreno, Weverton e Facundo Torres (Palmeiras)
Gols: Quarta, aos 43′ do 2°T (River Plate); Gustavo Gómez, aos 5′ do 1°T, Vitor Roque, aos 40′ do 1°T (Palmeiras)
ESCALAÇÕES:
RIVER PLATE: Armani; Díaz (Martínez Quarta), Portillo, Rivero; Montiel, Fernández (Lencina), Pérez (Quintero), Castaño, Acuña; Driussi (Colidio) e Salas (Borja). Técnico: Marcelo Gallardo
PALMEIRAS: Weverton; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Aníbal Moreno (Emiliano Martínez), Lucas Evangelista (Allan), Andreas Pereira (Raphael Veiga) e Felipe Anderson (Bruno Fuchs); Flaco López e Vitor Roque (Facundo Torres). Técnico: Abel Ferreira
Fonte: Esportes
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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude
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Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.
Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.
Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.
Já estava escrito
“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.
Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.
“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.
A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.
Legado construído com exemplo
Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.
Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.
Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.
Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.
Apoio incondicional
Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.
Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.
Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.
Adoção
Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.
Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.
Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.
Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.
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