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Palmeiras cai diante do Chelsea e dá adeus ao Mundial de Clubes
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A jornada do Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes da Fifa chegou ao fim nesta sexta-feira, após uma derrota por 2 a 1 para o Chelsea nas quartas de final do torneio. Em um confronto disputado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, o Verdão viu o sonho do título mundial esvair-se, com os gols de Cole Palmer e um gol contra de Weverton selando a vitória inglesa, enquanto Estêvão descontou para o Alviverde.
Com a eliminação, a equipe comandada por Abel Ferreira retorna ao Brasil para focar exclusivamente no Campeonato Brasileiro, onde terá como próximo compromisso o Mirassol, no dia 16, no Allianz Parque. Já o Chelsea segue em frente e terá um clássico sul-americano na semifinal, enfrentando o Fluminense. O aguardado duelo entre o clube londrino e o tricolor carioca está marcado para a próxima terça-feira, 8 de julho, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A outra semifinal do torneio ainda aguarda a definição dos vencedores dos confrontos entre PSG x Bayern e Real Madrid x Borussia Dortmund, que ocorrerão neste sábado.
O Jogo
O primeiro tempo do confronto começou com o Palmeiras buscando a iniciativa, conquistando um escanteio logo no início, mas sem converter em perigo real. O Chelsea, por outro lado, mostrou-se mais incisivo. Pedro Neto teve uma chance defendida por Micael, e Cole Palmer, em chute de fora da área, obrigou Weverton a espalmar. Estêvão, pela direita, tentou responder, acertando a rede pelo lado de fora.
Aos 16 minutos, o Chelsea abriu o placar. Chalobah, com espaço, acionou Cole Palmer, que avançou entre Giay e Micael e finalizou rasteiro no canto de Weverton. Os ingleses seguiram pressionando, com tentativas de Pedro Neto e Chalobah, e uma grande chance de ampliar perdida por Nkunku, que recebeu livre na área e isolou a bola. O Palmeiras só conseguiu uma finalização perigosa aos 41 minutos, com uma cabeçada de Vanderlan defendida por Sánchez após cruzamento de Giay.
Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras parecia renovado. Logo no início, Bruno Fuchs cabeceou por cima em cobrança de falta, e Allan quase surpreendeu Sánchez. Aos sete minutos, veio o golaço que incendiou a torcida alviverde: Estêvão, após jogada pela esquerda e cruzamento de Richard Ríos, ganhou de Colwill, chutou na trave e viu a bola beijar o fundo da rede, empatando o jogo.
O jogo ficou aberto, com chances para ambos os lados. Madueke arriscou para o Chelsea, e Allan finalizou perto do gol para o Palmeiras. Aos 25, o Verdão teve outra boa jogada com Paulinho e Mauricio, mas a defesa inglesa cortou. No entanto, o destino do jogo mudaria novamente aos 37 minutos. Em uma tabela entre Palmer e Enzo Fernández, Gusto recebeu e finalizou cruzado. A bola desviou na chuteira de Giay e, infelizmente, em Weverton, morrendo no fundo do gol palmeirense e selando a vitória do Chelsea. Nos minutos finais, o Palmeiras ainda tentou uma reação com Paulinho, e Weverton fez defesas importantes em chances de Madueke e João Pedro, mas o placar não se alterou.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1X2 CHELSEA
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)
Data: 04/07/2025
Hora: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (AUS)
Assistentes: Anton Shchetinin (AUS) e Ashley Beecham (AUS)
VAR: Khamis Al Marri (QAT)
Público: 65.782 torcedores
Cartões amarelos: Richard Ríos (Palmeiras); Malo Gusto, Delap e Colwill (Chelsea)
PALMEIRAS: Weverton; Giay, Bruno Fuchs, Micael e Vanderlan; Emiliano Martínez (Aníbal Moreno), Richard Ríos (Raphael Veiga) e Allan (Mauricio); Facundo Torres (Paulinho), Estêvão e Vitor Roque (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira
CHELSEA: Sánchez; Malo Gusto, Chalobah, Colwill e Cucurella; Andrey Santos (Essugo), Enzo Fernández e Nkuku (Madueke); Cole Palmer, Pedro Neto (Dewsbury-Hall) e Delap (João Pedro).. Técnico: Enzo Maresca
Fonte: Esportes
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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
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