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Botafogo vence o Bragantino e empurra o Santos para a zona de rebaixamento 

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Após uma sequência angustiante de quatro derrotas consecutivas, o Botafogo finalmente reencontrou o caminho da vitória neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro. Em um confronto disputado fora de seus domínios, o Alvinegro superou o Red Bull Bragantino por 2 a 1, em partida válida pela sétima rodada, e, com o resultado, respirou na competição, ao mesmo tempo em que complicou a situação do Santos na tabela.

A vitória no Estádio Nabi Abi Chedid eleva o Botafogo à 15ª posição, somando agora seis pontos e se afastando, momentaneamente, da zona de rebaixamento. Por outro lado, o revés do Bragantino, que permanece com oito pontos na 12ª colocação, fez com que o Santos, que possui a mesma pontuação do Botafogo, fosse empurrado para o Z4, aguardando seu jogo contra o Cruzeiro neste domingo.

O Jogo

A equipe carioca demonstrou mais iniciativa no início da partida e não demorou a abrir o placar. Aos sete minutos, após uma jogada ofensiva, Correa foi derrubado na área, e a penalidade máxima foi assinalada pelo árbitro, confirmada pelo VAR. Na cobrança, Alex Telles mostrou tranquilidade e converteu, inaugurando o marcador para o Botafogo.

O Red Bull Bragantino buscou a reação, mas só conseguiu igualar o placar na etapa final. Aos 14 minutos do segundo tempo, Lucas Barbosa recebeu um passe preciso dentro da área e, com categoria, finalizou na saída do goleiro Raul, deixando tudo igual no placar.

Contudo, a alegria do time da casa durou pouco. Aos 25 minutos do segundo tempo, o Botafogo selou sua vitória em uma jogada de bola parada. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Barboza subiu mais alto que a defesa adversária e cabeceou para o fundo das redes de Cleiton, recolocando o Alvinegro na frente.

Nos minutos finais, o Bragantino pressionou em busca do empate. Em duas oportunidades, com cabeçadas de Pitta e Gustavo Marques, o time de Bragança Paulista esteve perto de igualar o placar, mas encontrou um inspirado Raul. O goleiro do Botafogo fez grandes defesas, garantindo a manutenção do resultado e a tão desejada vitória para sua equipe.

Com este resultado, o Botafogo ganha um fôlego importante na tabela e a confiança necessária para os próximos desafios do Campeonato Brasileiro.

Próximos jogos

Bragantino

  • Jogo: Bragantino x Flamengo
  • Data e horário: A definir
  • Competição: Campeonato Brasileiro | 9ª rodada
  • Local: Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP)

Botafogo

  • Jogo: Botafogo x Mirassol
  • Data e horário: A definir
  • Competição: Campeonato Brasileiro | 9ª rodada
  • Local: Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Entendido! Vou refazer a tabela, removendo o negrito do texto da primeira coluna.

FICHA TÉCNICA
Competição Campeonato Brasileiro | 8ª rodada
Placar Bragantino 1 x 2 Botafogo
Local Estádio Cícero de Souza Marques, Bragança Paulista (SP)
Data e Horário 21 de março de 2026 (sábado), 16h (de Brasília)
Gols Alex Telles, aos 8′ do 1ºT (Botafogo)
Lucas Barbosa, aos 15′ do 1ºT (Bragantino)
Alexander Barboza, aos 25′ do 2ºT (Botafogo)
Cartões Amarelos Bragantino: Juninho Capixaba e Alix
Botafogo: Santi Rodríguez, Edenílson e Matheus Martins
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro: Lucas Casagrande (PR)
Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Andrey Luiz de Freitas (PR)
VAR: Daniel Nobre Bins (PR)
Escalação Bragantino Cleiton, Hurtado, Alix, Gustavo Marques e Juninho Capixaba; Gabriel (David Gomes), Matheus Fernandes (Sosa) e Rodriguinho (Gustavinho); Lucas Barbosa, Mosquera (Herrera) e Eduardo Sasha (Isidro Pitta)
Técnico: Vagner Mancini
Escalação Botafogo Raul, Mateo Ponte, Alexander Barboza, Ferraresi (Justino) e Alex Telles (Vitinho); Danilo, Montoro e Santi Rodríguez (Allan); Correa, Júnior Santos (Villalba) e Matheus Martins (Edenílson)
Técnico: Martín Anselmi

Fonte: Esportes

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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não

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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.

Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.

O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.

A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.

É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.

Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.

Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.

A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.

No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.

Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar

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