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Botafogo sofre virada no Nilton Santos e perde para o Remo

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O Botafogo até saiu na frente, mas acabou derrotado por 2 a 1 pelo Remo, na tarde deste sábado (02.05), no Estádio Nilton Santos, em jogo que abriu a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O zagueiro Ferraresi marcou o primeiro gol dele com a camisa alvinegra, ainda no primeiro tempo. Alef Manga e Jajá balançaram as redes para o time paraense, que conquistou sua primeira vitória como visitante na competição.

O resultado interrompe a sequência positiva do Botafogo com o técnico Franclim Carvalho e altera a posição dos clubes na tabela. A equipe carioca cai para o nono lugar, com 17 pontos, e corre o risco de deixar o G11 ao fim da rodada. Já o Remo chega aos 11 pontos, sobe para a 18ª colocação, mas segue dentro da zona de rebaixamento.

O jogo

O Botafogo começou pressionando e criou boas oportunidades logo nos primeiros minutos. Matheus Martins finalizou com perigo aos seis, obrigando Marcelo Rangel a defender. Pouco depois, Arthur Cabral ganhou pelo alto e cabeceou firme, mas novamente parou no goleiro do Remo.

A insistência alvinegra deu resultado aos 13 minutos. Após escanteio cobrado por Alex Telles, Ferraresi subiu mais alto na primeira trave e abriu o marcador. O Remo respondeu aos 19, quando Zé Ricardo arriscou de longe, mas Neto defendeu sem dificuldade.

A melhor chance do time paraense na etapa inicial veio aos 39. Yago Pikachu avançou pela esquerda e cruzou para Patrick, que desviou de cabeça e acertou a trave de Neto.

O Remo voltou mais organizado para o segundo tempo e passou a chegar com mais frequência. Aos 11 minutos, Patrick bateu forte da área e quase empatou, mas Neto salvou novamente. O gol dos visitantes saiu aos 25 minutos: Jajá cruzou pela esquerda, Bastoso tentou afastar e desviou nos pés de Alef Manga, que dominou e finalizou firme no alto para deixar tudo igual.

A virada veio nos acréscimos, aos 49. Em rápido contra-ataque, Gabriel Poveda chutou forte para defesa de Neto, mas o rebote caiu nos pés de Jajá, que empurrou para o gol e garantiu a vitória azulina.

Próximos compromissos

Botafogo
Jogo: Botafogo x Racing
Data e horário: 6 de maio de 2026, às 21h30
Competição: Copa Sul-Americana
Local: Estádio Nilton Santos

Remo
Jogo: Remo x Palmeiras
Data e horário: 10 de maio de 2026, às 16h
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Mangueirão

FICHA TÉCNICA
Botafogo 1 x 2 Remo
Competição Campeonato Brasileiro
Local Estádio Nilton Santos
Data 02 de maio de 2026 (sábado)
Horário 16h (de Brasília)
Cartões Amarelos Vitinho, Danilo (Botafogo); Duplexe Tchamba, Leonel Picco (Remo)
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE); Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (BA), Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE); VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)
Gols Ferraresi, 13′ 1ºT (Botafogo); Alef Manga, 25′ 2ºT (Remo); Jajá, 49′ 2ºT (Remo)
Botafogo Neto; Vitinho, Ferraresi, Bastos e Alex Telles (Marçal); Medina (Allan (Joaquín Correa)), Danilo e Montoro (Júnior Santos); Matheus Martins, Kadir Barría (Edenílson) e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho
Remo Marcelo Rangel; Marcelinho (Matheus Alexandre), Marllon, Tchamba e Mayk (David Braga); Patrick, Zé Welison (Leonel Picco) e Zé Ricardo (Jaderson); Yago Pikachu, Jajá e Alef Manga (Gabriel Poveda). Técnico: Leo Condé

Fonte: Esportes

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.

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