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Programação de férias do CCBB em São Paulo começa neste sábado

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Em São Paulo, começa neste sábado (4) a programação de férias do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com atrações gratuitas para todas as idades.

Ao longo deste mês, todo os sábados e domingos, às 11h, tem teatro infantil com o Grupo Esparrama, que apresenta “2POR4”, espetáculo que busca aproximar as crianças do universo da música erudita, com a participação de dois palhaços maestros que interagem com um quarteto de cordas. No período da tarde, é a vez da contação de histórias, da mediação de leituras, de oficinas de artes visuais e de atividades cênicas e musicais.

Festa julina

Com o feriado estadual da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho, tem festa julina na quinta (9) e na sexta-feira (10) da semana que vem. Nos dois dias, a trilha do festejo fica por conta da cantora Paulla Zeferino, em uma homenagem a mestres como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Marinês, com um show que combina forró, baião, xote e arrasta-pé. Tem ainda atividades de jogo da memória e distribuição de doces típicos para o público.

Atlântico Sertão

Além da programação especial de férias, segue em cartaz, até o dia 3 de agosto, a exposição “Atlântico Sertão”.  São pinturas, esculturas, fotografias e instalações de mais de 70 artistas que se debruçam sobre a ideia de sertão e do oceano Atlântico para ressignificar espaços de violência e exclusão social como locais de resistência e de defesa dos direitos humanos.

Jogos do Brasil

Toda a programação é gratuita e, em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo, pode sofrer alterações. Neste domingo (5), por causa da partida às 17h, o CCBB funcionará apenas até às 15h. Detalhes no site ccbb.com.br.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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