Economia
Sinop fortalece economia com crescimento de empresas e expansão de novos polos comerciais
Economia
Sinop segue consolidando sua posição como um dos principais polos econômicos de Mato Grosso. Dados da Prefeitura de Sinop, compilados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base em informações do Observatório Econômico e da Receita Federal do Brasil, apontam crescimento de 17% na abertura de empresas no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além do avanço no número de negócios, o município vive uma nova fase de desenvolvimento, marcada pela descentralização das atividades comerciais e pela formação de novos polos econômicos em bairros que vêm recebendo investimentos e serviços especializados.
Entre janeiro e junho deste ano, foram abertas 4.932 empresas, resultado que representa um incremento significativo em relação ao mesmo período de 2025. O levantamento também revela um aumento de quase 700 empresas ativas, ao mesmo tempo em que houve redução semelhante no número de empresas inativas e queda de aproximadamente 350 estabelecimentos que abriram e encerraram as atividades no mesmo período, indicadores que demonstram maior estabilidade do ambiente empresarial.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, os números reforçam que a economia local permanece aquecida e que a movimentação observada no comércio não representa perda de dinamismo, mas sim uma transformação na forma como os empreendimentos estão se distribuindo pelo município.
“A análise demonstra que o ambiente empresarial de Sinop continua em expansão. Houve crescimento das empresas ativas, redução das empresas inativas e menor mortalidade empresarial em relação ao mesmo período de 2025. Isso evidencia que o município mantém um ambiente favorável para quem deseja investir e empreender”, destacou.
Outro aspecto observado pelo estudo é a reorganização territorial das atividades econômicas. Embora a região central continue concentrando grande parte dos estabelecimentos, ela deixou de ser o único destino para novos investimentos. Bairros como Jardim das Violetas, Imperial, Botânico, Residencial Sul e Jardim Primavera passaram a receber um número crescente de empresas, tornando-se novos polos comerciais e de prestação de serviços.
Para Serafini, o aumento de imóveis comerciais disponíveis na região central não deve ser interpretado como um sinal de retração econômica. “O que estamos observando não é o fechamento de empresas, mas uma mudança no padrão de localização dos negócios. O centro continua importante, porém novos eixos comerciais surgem em bairros em expansão, com empreendimentos que oferecem edificações mais modernas, melhor estrutura, estacionamento e custos operacionais mais adequados para determinados perfis empresariais”, explicou.
O levantamento também aponta uma mudança no perfil dos novos empreendimentos instalados no município. Além do comércio tradicional, cresce a presença de prestadores de serviços especializados, como clínicas, escritórios, empresas de logística, alimentação, estética e negócios voltados ao atendimento por agendamento. Esses segmentos encontram nos bairros em expansão espaços mais adequados para seu funcionamento, ampliando a oferta de serviços à população e reduzindo a necessidade de deslocamentos até a região central.
O secretário destaca que esse movimento evidencia a maturidade econômica alcançada por Sinop. “Esse fenômeno representa uma reorganização do território econômico de Sinop. A cidade continua crescendo, diversificando sua economia e criando novos centros de comércio e serviços, acompanhando o desenvolvimento urbano e oferecendo mais oportunidades para empresários e consumidores”, concluiu.
O desempenho registrado no primeiro semestre reafirma a força da economia sinopense e demonstra que o crescimento do município ocorre de forma planejada, acompanhando a expansão urbana e fortalecendo novos corredores comerciais, capazes de impulsionar investimentos, gerar empregos e ampliar o acesso da população a produtos e serviços em diferentes regiões da cidade.
Economia
Sinop participa de debate do TCE sobre os impactos da reforma tributária nos município de MT
A participação de Sinop ganha relevância pelo envolvimento direto da secretária Ivete Mallmann nas discussões nacionais sobre a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), uma das principais mudanças previstas na Reforma Tributária. Como integrante da comissão nacional que debate o novo imposto, a secretária acompanha as discussões técnicas e institucionais que devem orientar a transição para o novo modelo de arrecadação e distribuição das receitas entre os entes federativos.
“A Reforma Tributária é um grande desafio para todos os Municípios e Sinop tem buscado conhecimento técnico e qualificação para que possamos implementar esta reforma e nos adaptar para nesta fase de transição, com a implementação da legislação”, avaliou Ivete.
O encontro reúne gestores, técnicos e especialistas para discutir os efeitos da reforma sobre as finanças municipais, com foco na transição federativa, na governança do IBS, nas novas regras de repartição das receitas e nos impactos sobre a arrecadação e o planejamento orçamentário.
Para o procurador Geral do Município, Ivan Scheneider, Sinop acompanhar essas discussões é fundamental para antecipar cenários, avaliar riscos e oportunidades e preparar o Município para as mudanças que poderão influenciar sua capacidade de investimento e a manutenção dos serviços públicos.
“Estamos atentos na transição federativa da Reforma Tributária, especialmente quanto às novas regras de repartição das receitas e os efeitos sobre a arrecadação. Esse tema tem grande impacto nos município, então, toda a oportunidade de discussão e aprendizagem é válida, especialmente, pois, Sinop tem importante participação com a Secretária Ivete, em Brasília, representando os municípios Mato-grossenses”, disse ele.
A presença conjunta das áreas de Finanças e Jurídica também contribui para alinhar o planejamento fiscal às adequações legais e administrativas exigidas pelo novo sistema tributário. A reforma não se limita à substituição de tributos: ela envolve mudanças nos mecanismos de arrecadação, na distribuição dos recursos e nos procedimentos que deverão ser adotados pelos municípios durante o período de transição.
Programação técnica
Ao longo dos dois dias, o encontro promove palestras e debates com representantes de órgãos públicos, especialistas em finanças municipais e integrantes de instituições ligadas à implantação e ao acompanhamento da Reforma Tributária.
Entre os temas abordados estão a estrutura e o fluxo de arrecadação no novo modelo, os impactos da transição federativa sobre as finanças municipais, a governança do IBS, a revisão de contratos de prestação de serviços às prefeituras e as mudanças relacionadas aos tributos municipais. A programação também contempla discussões sobre autonomia fiscal e contencioso tributário.
A iniciativa é promovida pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), do TCE-MT, com o objetivo de oferecer informações técnicas e instrumentos para que os gestores públicos possam se preparar para a implementação das novas regras.
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